ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GEOGRAFIA
Autor: Alceu Bernardino Rodrigues
Centro Universitário Leonardo da Vinci –
UNIASSELVI
Curso Licenciatura em
Informática: LIN0159 – Estágio II
13/12/2014
RESUMO
O presente trabalho de Estágio
Supervisionado, voltado para o uso de tecnologias na educação, usando a sala
informatizada e seus computadores com acesso à Internet como ferramenta eficaz
no ensino de geografia, em uma turma de 7ª série. O principal objetivo é o ensino de Geografia, mas usando uma abordagem
multidisciplinar e construtivista, o segundo objetivo é, ensinar os alunos de
forma subjetiva a utilizar as novas tecnologias para pesquisar e construir
conhecimento, explicando o que é e como utilizar na escola as seguintes
ferramentas de informática: e-mail;
Editor de Texto; Apresentação Eletrônica e a Nuvem para criar e arquivar seus
trabalhos de forma prática, concluindo com a socialização do trabalho
pesquisado e produzido sobre as Regiões Brasileiras, (Clima, vegetação, fauna,
agricultura e extrativismo), utilizando o projetor de multimídia.
Palavras-chave:
E-mail; Editor de texto; Nuvem; Apresentação eletrônica; Geografia.
1 INTRODUÇÃO
Este paper
de estágio II do curso de Licenciatura em informática destaca à formação de
professores em Geografia: Ciência que estuda as características da superfície
do planeta Terra, os fenômenos climáticos e a ação do ser humano no meio
ambiente, possibilitando ao homem compreender melhor o planeta em que vive. O
estágio com 20 aulas de observação e cinco aulas com regência no 7º ano, turma
71 da EEB. Benonívio João Martins utiliza as ferramentas Tecnológicas e visa alcançar os seguintes objetivos:
-Reconhecer a
importância do provedor de e-mail para acesso ao mundo virtual reconhecendo que
os aplicativos na Nuvem facilitam a produção dos trabalhos escolares e sua
armazenagem.
-Aprender
a utilizar os editores de textos e de apresentação eletrônica para uso na
escola em produções de trabalhos e socialização do conteúdo pesquisado.
-Desenvolver
o domínio das ferramentas eletrônicas para o estudo das disciplinas escolares, tornando
a pesquisa e produção de textos mais atraente, além de pesquisar várias fontes e criar seu próprio trabalho.
-Socializar
o conhecimento adquirido com os recursos
de multimídia desenvolvendo o discurso e oratória. Este paper divide-se em: Formação de professores; e-mail; Editor de
texto; Apresentação eletrônica; Nuvem educacional; Socialização e avaliação.
2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO:
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
A internet chegou à escola, temos as salas
informatizadas, os computadores e as salas de projeção com acesso à Web,
permitindo o acesso a milhares de vídeos, mapas, simuladores, imagens e
hipertextos. Para que essas multimídias sejam integradas ao currículo escolar e
produzam conhecimentos nos alunos, os professores precisam estar habituados com
o uso pedagógico das novas tecnologias, criando novas maneiras de apresentar aos
educandos os conteúdos, diante dessa possibilidade, eles através de produções
textuais ou produções eletrônicas acrescidas de exercícios adquirem esse
conhecimento de forma realmente eficaz.
A Web é um recurso precioso para a educação, pois
coloca à disposição de estudantes e professores uma quantidade imensa de
informações. Navegando na Internet, é possível, por exemplo, “visitar” museus,
universidades e bibliotecas do mundo inteiro, selecionando o que há de melhor
em todas as áreas de cultura e conhecimento. Professores e alunos podem manter-se
atualizados e trocar experiências, Muitas instituições mantêm sites com
conteúdo voltados especificamente para uso pedagógico. Há também uma grande
quantidade de imagens disponíveis na Internet.
Segundo Ribeiro, a Internet pode ser considerada a
mais completa, abrangente e complexa ferramenta de aprendizado do mundo,
através dela, localizar fontes de informação que, virtualmente, nos habilitam a
estudar diferentes áreas do conhecimento.
Adolescentes e principalmente
crianças não conseguem compreender o mundo sem a utilização da comunicação em
tempo real, configurando-se como Nativos Digitais. Em outras palavras, a
tecnologia é totalmente incorporada no seu cotidiano, sendo utilizada como
ferramenta útil nos estudos, na vida diária e como um poderoso espaço para o
desenvolvimento das suas relações sociais, através da participação em
comunidades virtuais. Dessa forma, a criança é um agente social que interpreta
seu mundo e sua vida de forma particular, através de múltiplas interações
estabelecidas pelas crianças entre si e com adultos. (RIBEIRO, 2010, pg. 17)
Nesse sentido, é importante que o professor reflita sobre
o objetivo de sua prática nesse novo contexto. ‘Como ensinar’ é tão importante
como ‘o que ensinar’.
2.1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A REALIDADE ATUAL
Um profissional
deve estar devidamente preparado para exercer suas funções e em se tratando da
área educacional onde a produção dos conhecimentos exige pessoal qualificado, é
fundamental que esse profissional esteja sempre se atualizando. Os professores
não podem continuar como meros transmissores de conhecimentos. Numa época em
que há um constante desenvolvimento tecnológico com conhecimentos em todos os
níveis, acessíveis através da internet, o papel da escola e dos professores é
facilitado e o conhecimento passa a ser temporário, portanto, há necessidade de
uma constante atualização.
O computador e a internet vêm facilitar-lhes os
meios para tal. Só a prática permite o aperfeiçoamento das técnicas e dos
processos envolvidos. Não basta dispor de computadores e bons programas para
utilizar com sucesso na sala de aula. Há também a necessidade de criar espaços
específicos para as diferentes disciplinas, o que possibilitará utilizar
sistematicamente o computador sem ter de ser transportado para a sala. A
formação de professores é igualmente aceite como a chave do sucesso de qualquer
inovação educacional. A qualidade da formação dos professores é fator que mais
determina a qualidade da sua prática educativa. A utilização contínua permite a
formação dos conceitos e ideias pedagógicas sobre a sua utilização. Não há
prática educativa sem o "saber fazer".
A utilização do
computador será tanto mais eficaz quanto mais frequentemente se utiliza o
computador como ferramenta do trabalho pessoal (processamento de texto, base de
dados, apresentação eletrônica e do conteúdo de estudo, etc). A tecnologia pode
ter um papel importante na transformação dos métodos e dos currículos
escolares. Ele pode ser um agente de mudança na escola tradicional, os alunos
são estimulados a participar ativamente na construção do seu conhecimento e a
ter um papel decisivo na evolução das atividades. A “ênfase passa a estar na
aprendizagem e não no ensino”. Um dos componentes fundamentais da cultura atual
é a, (cultura - científico-tecnológica), e a escola deverá tornar-se sensível
ao ritmo da evolução social e tecnológica.
É necessária uma formação de professores
encarada como formação permanente e contemplar vários níveis de envolvimento e
vários tipos de funções relativamente à utilização educacional da informática
(professores-utilizadores, animadores e orientador-formadores). Deve-se ter
presente que em matéria de formação o problema não se reduz à simples falta de
conhecimentos de informática dos professores, o computador pode ser um precioso
instrumento educativo nas mãos de professores imaginativos e entusiastas. É uma
ferramenta de trabalho essencial para o desenvolvimento dos mais variados
projetos e atividades por parte dos alunos.
Todas as diferentes aplicações que o computador
pode ter na Educação e mais especialmente no ensino levam-nos a falar no papel
do professor. Parece-me que começa a desaparecer a tentativa e a ameaça de
substituir os professores por programas de aprendizagem computadorizados. É
evidente que o professor continua a estar presente na Escola, mas talvez
exercendo um novo papel. Serão privilegiadas as capacidades de organizador e
coordenador das diversas atividades. As aulas podem tornar-se verdadeiros
centros de criação e investigação.
Os professores podem com os vários tipos de
software de que vão dispondo colocar os alunos em situações de aprendizagem com
todos os elementos da realidade e que lhes vão permitir através da análise
descobrir e estabelecer relações. A educação pode passar a ser vista na perspectiva
de uma ação ou influência de natureza afetiva, exercida intencionalmente por
uma personalidade adulta, sobre personalidades em fases de maior estruturação e
desenvolvimento. O uso do software pode libertar o professor de determinadas
tarefas, algumas delas bastante rotineiras. O professor terá então oportunidade
de consagrar mais tempo à observação psicopedagógica do aluno, dando lugar à
intervenção direta junto de cada aluno no momento oportuno. Teremos
oportunidade de criar autênticas relações humanas entre professores e alunos. Segundo
FELDMANN, M. G. (2009).
"Formar professores com qualidade social e o compromisso político
da transformação tem se mostrado como um grande desafio a todos que acreditam
na educação como um bem universal, espaço público, espaço democrático, um
direito humano e social na construção da identidade e no exercício da
cidadania. Escrever sobre esse tema nos convida a reviver as inquietudes e
perplexidades na busca de significados do que é ser professor no mundo de hoje.
Professor – sujeito que professa saberes, valores, atitudes, compartilham
relações e junto com o outro elabora a interpretação e reinterpretação acerca
do mundo. Palavras, “sentidos que encerram em si a dimensão da
multidimensionalidade, da complexidade e da incompletude do saber e do ser”.
A utilização do computador
nas práticas educativas exige investimento no desenvolvimento profissional do
professor, para que ele possa ser um pesquisador da ferramenta e atuar como um
mediador, atualizado, criativo, na concretização do projeto pedagógico
pretendido SIMIÃO & REALI, (2002).
A formação de professores
capazes de utilizar o computador como uma ferramenta nas práticas educativas,
portanto, exige a capacitação técnica e uma prática reflexiva. Este tipo de
Educação continuada, formação-ação que ocorre na prática pedagógica, tem sido indicado
como a mais adequada por Valente & Almeida (1997) e Valente (2003) para a formação de professores para a
utilização de computadores na Educação. Rosalen (2001, p. 147) aponta que:
Os cursos
de treinamento preparam tecnicamente os professores, o que não deixa de ser
importante, mas não é o suficiente. O professor precisa se capacitar para
entender por que e como integrar o computador em sua prática educativa,
atendendo aos objetivos pedagógicos e às necessidades de seus alunos. Para isto
é essencial o processo de reflexão da própria prática. (1993).
A participação em cursos e
congressos, estudos específicos através de pesquisas na internet e leitura de
livros e/ou trabalhos acadêmicos também podem favorecer o processo de reflexão
da prática pedagógica, bem como a capacitação técnica dos professores. Por
fim, foi possível confirmar que, nas escolas em que o professor da classe é o
responsável pelas aulas de informática, evidencia-se seu papel como mediador da
interação aluno-computador, favorecendo a autonomia dos alunos no processo de
construção do conhecimento. Para o desenvolvimento deste estudo, partimos da
premissa que o uso de computadores não garante, por si só, uma melhor qualidade
do ensino. Pelo contrário, pode contribuir para dissimular problemas no
processo ensino-aprendizagem sob uma aparente roupagem de “modernização”. O
computador pode se constituir em importante ferramenta na escola se houver uma
formação adequada dos professores para seu uso, uma formação que associe o
domínio dos recursos tecnológicos a uma análise crítica das suas implicações na
Educação e na cultura, de modo a constituir professores que:
"Examinam,
esboçam hipóteses e tentam resolver os dilemas envolvidos em suas práticas de
aula; Estão alertas a respeito das questões e assumem os valores que
levam/carregam para seu ensino; Estão atentos para o contexto institucional e
cultural no qual ensinam; Tomam parte do desenvolvimento curricular e se
envolvem efetivamente para a sua mudança; Assumem a responsabilidade por seu
desenvolvimento profissional; Procuram trabalhar em grupo, pois é nesse espaço
que vão se fortalecer para desenvolver seus trabalhos". (GERALDI, 1998, p. 252-3).
3 VIVÊNCIA DO
ESTÁGIO: SEQUÊNCIA
DIDÁTICA
3.1 Primeira
aula: e-mail
Explicações sobre Internet
e-mail; ferramenta comum para o envio e
recebimento de mensagens nos dias de hoje, devido à facilidade de redação e
envio, os provedores (Google e Microsoft) permitem a redação, envio,
recebimento e armazenamento de seus arquivos além da lista de destinatários, os
serviços baseados em aplicativos online que chamamos nuvem são muito práticos e
fáceis de usar pois permitem a produção de textos online e apresentações
eletrônica, os alunos foram orientados a acessar a internet para criar seu e-mail, o provedor Gmail foi o mais acessado devido aos navegadores do Linux
Educacional estarem desatualizados, foi preciso um número de telefone para
ativar as contas de cada e-mail criado.
3.2 Segunda
aula: Regiões Brasileiras
Distribuição
dos temas para a pesquisa, envolvendo as regiões brasileiras e suas
características; O conteúdo escolhido para a
realização do estágio faz parte da disciplina de Geografia; Ciência que estuda
as características da superfície do planeta Terra, os fenômenos climáticos e a
ação do ser humano no meio ambiente e vice-versa. A Geografia é uma ciência
muito importante, pois permite ao homem compreender melhor o planeta em que
vive. Para isso, essa ciência dispõe de diversos recursos matemáticos e
tecnológicos. A estatística, por exemplo, é muito usada na área da pesquisa
populacional. Os satélites são fundamentais na elaboração de mapas, além de
fornecerem dados importantes para a verificação de mudança na vegetação do planeta.
No Brasil, o estudo da Geografia é obrigatório para os alunos do
Ensino Fundamental e Médio e, portanto, oferecido pelas escolas. Para um ensino
eficaz os professores usam de ferramentas auxiliares como mapas e o próprio
globo terrestre, hoje com as novas tecnologias há a possibilidade de usar a
sala informatizada com seus computadores e acesso à internet para possibilitar
ao educando o acesso as ferramentas de produção individual, sendo muito mais
construtivo para o aluno pesquisar e posteriormente apresentar aos colegas
através do projetor de multimídia na sala de vídeo os o trabalho produzido. A
Geografia pode de dividir em áreas que são:
- Geografia Física:
relevo, rios, vegetação.
- Geografia Humana:
população (crescimento demográfico, migração, etc).
- Geografia
Política: relações políticas, conflitos entre nações.
- Cartografia:
elaboração e interpretação de mapas
- Geografia
Turística: desenvolvimento do turismo mundial e regional.
- Geografia Urbana:
desenvolvimento das cidades, planejamento urbano.
- Geografia Social:
problemas sociais (violência, desemprego, falta de habitação)
- Geografia
Agrária: questões ligadas ao campo (meio rural)
- Geomorfologia:
formas da superfície terrestre
- Climatologia:
climas, temperatura e fenômenos climáticos (seca, tempestades)
- Hidrografia:
estudo dos recursos hídricos (mares, rios, lagos, oceanos).
A temática deste estágio encontra-se
vinculado com ao Conteúdo Programático da Disciplina de Geografia no 7° ano do Ensino Fundamental, cada grupo de alunos recebeu seus temas
para realizar a pesquisa em texto assim depois da pesquisa transformada em
texto o trabalho foi entregue a professora na forma impressa e também enviada
por e-mail. Para digitar o trabalho foram utilizados vários editores de texto,
o mais comum foi o Writer, um processador de texto multiplataforma de código
aberto presente na suíte de aplicativos do Libre Office, o Word foi o 2º mais
utilizados pelos alunos por estar integrados ao Microsoft Office 2007 do Windows
server 2003 que disponibiliza aplicativos para as bancadas informatizadas, os
outros aplicativos de textos utilizados foram os da nuvem como o Google Docs no
Drive e o Word Online no One Drive, esses com a vantagem de salvar os textos
criados diretamente no provedor não estando limitado a um computador especifico.
3.3 Terceira
aula: Apresentações Eletrônicas
A partir do texto pesquisado cada aluno
produziu uma apresentação eletrônica com fotos e mapas das regiões brasileiras.
Esse recurso de comunicação
para divulgação de ideias e trocas de informações em aulas é oferecidos
pelos editores de slides. Criam-se várias telas (slides) que poderão ser
reproduzidas sequencialmente através do computador. É possível também incluir
hiperlinks para outras apresentações, arquivos disponíveis no computador, de
músicas, vídeos e sites de Geografia na Internet, etc.
A apresentação eletrônica é o conjunto
de todos os recursos oferecidos pelos computadores. As apresentações foram
elaboradas utilizando softwares de apresentação gráfica, os editores de slides,
estes softwares oferecem através de pequenos tópicos explicativos um show de
imagens reais dos temas estudados além de recursos para manipulação de textos,
imagens, gráficos, organogramas, tabelas, sons, animações e vídeos. Em nossa
aula utilizamos novamente vários programas, cada aluno utilizou o que mais
acessível estava e novamente o mais utilizado foi o Impress do Libre Office, mas o Power Point foi o
2º mais utilizados pelos alunos.
3.4 Quarta
aula: Nuvem Educacional
Finalização dos trabalhos e
envio por e-mail a docente e salvo no e-mail do aluno, precisamente na Nuvem
usando o Drive do Google ou o One Drive da Microsoft, alguns alunos que tiveram
dificuldades em finalizar ou esqueceram as senhas de e-mail tiveram a
assistência dos colegas na finalização e no envio dos trabalhos para a
professora regente, apesar de muitos não dominarem completamente as ferramentas
de produção textual e o e-mail, com a
intervenção e explicação das funções básicas dos programas foi possível editar,
salvar e selecionar os formatos compatíveis com a internet, em nossas aulas
escolhemos os formatos doc para texto e ppt para a apresentação eletrônica,
desta forma ouve compatibilidade de leitura entre os diferente programas de
produção utilizados.
A computação em nuvem oferece serviços
disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar e podem ser acessados de
qualquer dispositivo, hoje pode ser através de uma SmartTv, Tablete ou
SmartPhone. Ela tem o potencial de desempenhar um papel crucial nas
transformações educacionais. Porém, primeiramente, é preciso compreender a
tecnologia para uma estrutura que seja prática, consistente, e acessível para a
educação. Para entender a computação em nuvem no contexto da educação, é melhor
começar entendendo a noção de “serviço”; Um serviço é um tipo de função de
software ou capacidade que está acessível em qualquer momento e de qualquer
local por meio de um dispositivo computacional como um notebook, computador
desktop ou computador de mão (Tablet ou telefone celular Smartphone).
Do ponto de vista do usuário, a nuvem pode
disponibilizar todos estes serviços: E-mail. Editor de texto, armazenamento
automático das fotos e vídeos do Smartphone ou tablete de forma que ele não
precisa se preocupar com o local de onde são originados os serviços e nem mesmo
onde eles estão operando. Os serviços estão apenas “em algum lugar”, ou seja,
na nuvem, e o usuário pode acessá-los a qualquer momento, a partir de qualquer
dispositivo, os serviços de nuvem podem originar-se a partir de um servidor em
algum lugar do ciberespaço. É também possível que um serviço único esteja
operando em uma combinação de dispositivos. O Google Earth, por exemplo, pode
operar de forma autônoma em um notebook individual, porém quando a imagem da
Terra no notebook precisa ser atualizada, estas atualizações vêm de um ou mais
data centers do Google espalhados pelo mundo.
Exemplo de um serviço educacional em nuvem:
e-Arquivos de alunos (Diário Online), o serviço de e-Arquivos é apenas um
exemplo de serviço em nuvem que pode ser entregue aos membros de uma comunidade
educacional. Um arquivo de aluno é um registro valioso da vida acadêmica do
aluno. O registro poderá incluir itens como avaliações, testes, trabalhos,
deveres de casa e projetos em sala de aula. Estes arquivos são críticos no
gerenciamento do progresso acadêmico de cada aluno, e podem também desempenhar
um papel importante na gestão do desempenho e do progresso de todo um sistema
educacional. Também chamados de arquivos eletrônicos ou arquivos digitais, os
e-Arquivos apresentam vantagens significativas sobre as alternativas em papel.
Uma razão é sua acessibilidade aos
usuários finais, que incluem alunos, professores, pais, administradores que
podem acessar os e-Arquivos a qualquer momento, a partir de computadores, Televisores
e telefones celulares entre outros dispositivos. Os e-Arquivos podem ser
acessados por professores para enviar tarefas, e pelos alunos para acessá-las.
Um diretor de escola pode usar os e-Arquivos dos alunos para monitorar o
desempenho da escola, e os pais podem acessar os arquivos de seus próprios
filhos para se envolverem mais em sua educação. Com o uso da computação em
nuvem, o serviço de e-Arquivos pode ser projetado de diversas formas. Por
exemplo, o serviço pode operar como serviço autônomo em um notebook, sem
conectividade. O serviço pode também operar a partir dos servidores na Nuvem, de
um Data Center na escola ou de um provedor de serviços terceirizado através da
Internet.
3.5 Quinta
aula: Avaliação e Socialização
O conhecimento adquirido e os
trabalhos produzidos através de apresentação eletrônica são compartilhados usando
o projetor de multimídia, pois ao acoplar som e imagem ao conteúdo pedagógico,
os estudantes sentem-se mais envolvidos. Com esta nossa tecnologia, a sala de
vídeo transforma-se em um ambiente de interação entre alunos e professor, com a
apresentação dos alunos, muitos conhecimentos são adquiridos começando pelo
domínio tecnológico seguindo pelo conhecimento da nossa geografia e finalizando
com a interação e troca de conhecimento entre os alunos. O professor ao
acompanhar as apresentações explica as imagens e acrescenta informações
enriquecendo assim as informações e promovendo auto-estima aos alunos.
3.5.1 Avaliações
A averiguação da aprendizagem foi
feita através da interação dos alunos durante as aulas, e dos trabalhos produzidos
e exibidos aos colegas além da desenvoltura durante as apresentações.
4. CONSIDERAÇÕES
FINAIS
As aulas com
regência na qual foi utilizada a sala de tecnologias educacionais exigiu muitos
dos professores, devido ao fato de que os alunos não estavam habituados ao uso das
tecnologias para o aprendizado, e sim para diversão e comunicação; e para que
os trabalhos pesquisados fossem realmente digitados e depois enviados por
e-mail e impressos foi necessária a supervisão e orientação constante dos
professores de informática e de Geografia.
A partir deste
processo de aprendizado concluo o quanto é complexo o ser humano, mesmo que os
professores estejam preparados e dominem os conteúdos a serem apresentados,
fatores externos podem interferir na aprendizagem dos alunos, durante as aulas
em observação notou-se que a principal dificuldade que o professor de geografia
enfrentou foi o desinteresse dos alunos, isso somado as deficiências
estruturais da escola e as tecnologias disponíveis, possivelmente causando um
baixo rendimento escolar.
As Tecnologias
da Informação e Comunicação e nesse caso cito a televisão, o computador, os
telefones celulares inteligentes e a internet podem tornar-se ferramentas
aliadas à educação e voltadas para a formação de cidadãos conscientes, ativos,
criativos e críticos, e é fundamental que os professores adaptem-se
a esta nova ferramenta de aprendizagem, somando as tecnologias as suas didáticas estimulando o desenvolvimento, a criatividade,
a reflexão, a crítica, devendo incentivar a participação e colaboração ativa
por parte dos alunos.
REFERÊNCIAS
TAFNER,
Elisabeth Penzlien; SILVA, Everaldo. Metodologia do Trabalho Acadêmico.
Indaial: UNIASSELVI, 2011.
HERNÁNDEZ,
Fernando. Por que dizemos que somos a favor da educação se optamos por um
caminho que deseduca e exclui? In: SANCHO, Juana Maria et al. Tecnologias
para transformar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.
BRITO Gláucia
da Silva; PURIFICAÇÃO, Ivonélia da. Educação e novas tecnologias: um repensar.
Curitiba: IBPEX, 2006.
SETTE, Sonia
Schechtman; AGUIAR, Márcia Angela; SETTE, José Sérgio Antunes. Formação de
professores em informática na educação: um caminho para mudanças. Coleção
Informática para a Mudança na Educação. Brasília: MEC/SED-USP, 1999.
(FELDMANN, M. G. Formação de
professores e cotidiano escolar. In: Formação
de professores e escola na contemporaneidade.
São Paulo: Editora Senac, 2009; p. 79, 80)