sábado, 27 de junho de 2015

A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O USO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS

A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O USO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS

Autor: Alceu Bernardino Rodrigues
Profa. Orientadora: Viviana Paula Perego
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Curso Licenciatura em Informática (LIN0159) – Trabalho de Graduação
20/06/2015


RESUMO: O presente trabalho refere-se a uma revisão bibliográfica, desde livros na biblioteca a artigos científicos disponíveis na Internet dos temas pesquisados. O objetivo principal deste estudo é descrever a importância da formação dos professores de tecnologias educacionais e Informática. Profissionais responsáveis pelas salas informatizadas nas escolas de educação básica, promovendo a utilização das TICDs, (Tecnologias de Informação e comunicação Digitais). Esta denominação TICDs é o resultado da fusão de três grandes vertentes técnicas: Informática, telecomunicações e mídias eletrônicas e digitais. Abordar-se-á neste, a necessidade do domínio técnico do computador pelos professores, e a correta utilização desse recurso na prática pedagógica. Assim procurou alavancar a utilização das tecnologias digitais para além da sala informatizada, abrangendo toda a escola.
Atualmente o professor de tecnologias educacionais, necessita superar os obstáculos que limitam sua função, como por exemplo: O número limitado de computadores, a deficiência de uma formação continuada e a desativação das salas informatizadas por falta de suporte técnico adequado, percebe-se que a manutenção corretiva muitas vezes é feita pelo próprio professor, como algo inerente a sua função. Este trabalho também considerou a importância da tecnologia e a forma como ela está mudando a sociedade, suas formas de relacionamentos e as formas de transmissão de conhecimento em rede. Nas escolas os alunos podem aprender a um ritmo incrível com o auxilio da pesquisa na internet, as novas tecnologias de comunicação e informação digitais podem ter um impacto substancial sobre o desempenho dos alunos nativos digitais.

Palavras-chave: Formação de Professores; Tecnologias Educacionais.


1 INTRODUÇÃO

As novidades tecnológicas chegam ao mercado e em muitas escolas, os recursos tecnológicos adentram a sala de aula.  Na sociedade moderna a educação exige novas competências do professor, isto ocorre devido a novas necessidades sociais do mundo no início do século XXI. (PORTO, 2006).
Um dos objetivos de informatização global da educação é preparar os professores para adquirir um alto nível de domínio das tecnologias e multimídia digitais, a fim de utilizá-las no processo educativo e de gestão escolar. As ferramentas de informação e comunicação auxiliam a apropriação de novos conhecimentos pelos alunos, e o professor de tecnologias promove o uso das multimídias, dos computadores e da pesquisa na Internet auxiliando o processo de ensino e aprendizagem.
Ao ressaltar a importância da formação de professores para o uso das tecnologias educacionais, se compreende sua função na escola, que simplificando é o de dar suporte e auxílio instrumental na prática cotidiana aos professores de sala e da escola em geral.  As escolas fazem uso das TICs, (Tecnologias da Informação e Comunicação), como ferramentas tecnológicas potencializadoras das práticas pedagógicas e do processo de ensino/aprendizagem. (BRITO; BOENO, KOTTEL BOENO, 2012).
As novas tecnologias podem auxiliar no desenvolvimento cognitivo e ir além do aspecto instrumental. Essas novas formas de transmissão e assimilação de conhecimentos devem ser aprimoradas a cada instante e certamente utilizadas no ensino curricular tradicional, promovendo a construção da autoconfiança e autonomia do aprendiz. (MARTINS, GIRAFFA, 2008).
Considerando que a escola precisa renovar-se constantemente, ser moderna e incentivar novos métodos de ensino, novas ideias, faz-se necessário utilizar esses novos dispositivos inteligentes, os Smartphones e Tabletes presentes nas mãos dos alunos e indispensáveis aos adolescentes, na sala de aula.
 O professor de tecnologias promove e dá suporte técnico a essas novas ferramentas de comunicação e informação digital, presentes na sociedade, incentivando os professores de sala a ensinar utilizando as novas tecnologias, criando novas formas para suas aulas, para auxiliar os alunos na aquisição de novos saberes.


2. Breve Histórico da Informática na Educação

Um dos principais fatores de progresso na educação é a qualidade da formação de professores. A uma crescente complexidade nas tarefas e funções dos professores nas escolas, devido ao acrescimento de novas disciplinas e maior humanização e democratização do processo educativo. Essa nova realidade, levou a efetivar as novas tecnologias educacionais com parte do processo educativo, visando encontrar novas abordagens conceituais para o desenvolvimento do sistema educacional brasileiro.
Pensar na formação do professor para exercitar uma adequada pedagogia dos meios, uma pedagogia para a modernidade, é pensar no amanhã, numa perspectiva moderna e própria de desenvolvimento, numa educação capaz de manejar e de produzir conhecimento (...). E desta forma seremos contemporâneos do futuro, construtores da ciência e participantes da reconstrução do mundo (MORAES, 1993).


Os cursos de Licenciatura em Computação/Informática começaram a fazer parte dos cursos superiores de graduação do Brasil a partir do ano de 1997. O primeiro curso foi implantado pela Universidade Federal de Brasília (UnB). No ano de 2006. Hoje esse curso é disponibilizado por muitas universidades por todo o Brasil na modalidade presencial e semipresencial. De acordo com o Art. 62 da LDB, Lei 9.394/96:
A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal (LDB, Lei 9.394, 1996).

Uma parte importante na formação de professores para a educação básica é a prática pedagógica. Esta visa consolidar e efetivar em circunstâncias especiais os conhecimentos pedagógicos, a ser socializado com os alunos. Almeida (2000, p. 109) descreve que:
O professor é um investigador reflexivo da própria prática, cuja formação ocorre na práxis, favorecendo mudanças pessoais, profissionais e, por conseguinte, na prática pedagógica. A formação é contextualizada nas experiências, conhecimentos e práticas do professor, que tem a oportunidade de rever e relembrar sua prática, colocando-a como foco da própria formação.

A prática do professor estimula o seu desenvolvimento criativo, tornando suas qualidades profissionais significativas e compromissadas com as atividades de ensino de forma inovadora.

2.1. Formação Docente em Tecnologias Educacionais

  Atualmente há várias maneiras de ser um professor habilitado em informática. Até 2011, habilitavam-se através de Complementação Pedagógica. Para professores que já possuem graduação em informática (Redes de Computadores, Sistema de Informação, Ciência da Computação). Existe também a complementação em Informática para quem é formado em pedagogia, o curso tem duração de um ano e a pessoa recebe a diploma de Licenciatura Plena em Informática. (BRASIL-MEC, 2008).
Os cursos de licenciatura em Computação/Informática; possui o objetivo de formar o profissional, capaz de conduzir o processo de ensino/aprendizagem nas escolas de educação básica no ensino fundamental (5ª a 8ª séries), no ensino médio e ensino profissional, além de prestar suporte técnico e pedagógico, aos professores durante suas atividades que utilizam o laboratório de informática em escolas públicas ou privadas.
O professor de tecnologias pode atuar; supervisionando, coordenando, orientando e planejando cursos na área de Informática, seja presencial ou à distância, Mehlecke e Tarouco (2003), afirmam que;

O desenvolvimento de novas tecnologias de informação e comunicação tem sido, o decorrer dos anos, um agente relevante de aprendizagem que conduz à expansão das oportunidades de combinação de recursos tecnológicos e humanos. A Educação a Distância, portanto, decorre da necessidade de novas propostas de estudo, onde o aluno não tem uma delimitação geográfica e nem uma sala de aula presencial para buscar sua qualificação. Por isso, estudos sobre a utilização das ferramentas disponíveis nos ambientes de educação a distância, faz-se necessário para que os recursos empregados não sejam um restrito para a aprendizagem no meio virtual.. (MEHLECKE, 2003, p.01).
               
A Educação à Distância, via internet fez surgir novas modalidades de ensino e softwares voltados à educação, esses novos ambientes de aprendizagem; AVA – Moodle, (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment). Esse software livre, de apoio à aprendizagem, é executado num ambiente virtual, onde o programa permite a criação de cursos on-line, páginas de disciplinas, grupos de trabalho e comunidades de aprendizagem. A necessidade desses ambientes é imprescindível para a aprendizagem, pois eles são o suporte para a troca de saberes e construção do conhecimento, de forma coletiva e mediada por tutores de diversos lugares geográficos. (GIRALDI, 2011).
O professor de classe tem conhecimento mais pedagógico, o professor de informática possui o seu conhecimento mais técnico. Os professores de informática utilizam, em geral, mais a instrução, pois os alunos, instruídos e motivados pelo interesse no computador desenvolvem melhor as atividades propostas.
Nesse sentido, Almeida (2000) explica que ao passar por uma formação contextualizada com a realidade educativa, as dificuldades tendem a ser superadas, e ainda lembra que o professor deve saber associar as TICs aos métodos ativos de aprendizagem, pois assim:
(...) desenvolverá habilidade técnica relacionada ao domínio da tecnologia e, sobretudo, articular esse domínio com a prática pedagógica e com as teorias educacionais que o auxiliará a refletir sobre a própria técnica, e a transformá-la visando explorar as potencialidades pedagógicas das TICs em relação à aprendizagem, e à consequente constituição de redes de conhecimentos. (ALMEIDA, 2000, p. 23)

  Sá (2005) demonstra que a formação pode ser entendida em diferentes sentidos; quanto à percepção homogeneizadora, ela explica que os processos formativos não mais significam apenas o traçado prévio das trajetórias dos sujeitos, ou o aperfeiçoamento de faculdades e de talentos, restringindo-se a resultados. Para a pesquisadora, a formação atualmente é também concebida como percurso e pautada na ideia de teia, cujos teceres das relações, possibilidades, erros, experiências e atualizações são o próprio processo formativo.
É indispensável à existência dos profissionais licenciados em Computação para o processo de ensino/aprendizagem da informática, que ajudem não só os alunos da educação básica, mas setores que estejam ligados à área de educação a utilizar as ferramentas tecnológicas, e também trabalhar em outros ambientes.
Almeida, M. E. (2000) aponta que: “no contexto de uma formação superior no campo da Informática e de seus processos de geração e automação do conhecimento, há que se considerar a importância de currículos que possam, efetivamente, preparar pessoas críticas, ativas e cada vez mais conscientes dos seus papéis sociais e da sua contribuição no avanço científico e tecnológico do país.
Neste sentido, Valente (1997) expõe que:

A formação do professor deve prover condições para que ele construa conhecimento sobre as técnicas computacionais, entenda por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica e seja capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica. Essa prática possibilita a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno. Finalmente, deve-se criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante a sua formação para a sua realidade de sala de aula compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir. (VALENTE, 1997, p. 14).

O conteúdo social, humanitário e ético dessa formação, deverá orientar os currículos no sentido de garantir a expansão das capacidades humanas, em íntima relação com as aprendizagens técnico-científicas, no campo da Computação e da Informática. Trata-se de uma formação em que os indivíduos estarão, também, sendo capacitados a lidar com as dimensões humanas e éticas dos conhecimentos e das relações sociais. Condição essa inseparável quando uma das finalidades fundamentais da Universidade e do ensino superior é preparar as futuras gerações de modo crítico e propositivo, visando a melhoria da vida social, cultural e planetária. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO, 2015).
O rápido desenvolvimento das ciências, a transição para a sociedade da informação, acrescenta a quantidade de informações recebidas pela humanidade e as suas capacidades de assimilação. Há uma necessidade urgente que os futuros professores dominem as tecnologias de comunicação e informação e a utilizem em sala de aula. Esta linha de pensamento também é defendida por Moran (2008), ao dizer que muitas formas de ensinar hoje não se justificam;
[...] muitas aulas convencionais estão ultrapassadas. [...] Uma das áreas prioritárias no campo da Educação que precisa de investimento é com relação à implantação de tecnologias informáticas de alta velocidade, para conectar alunos, professores e a administração. [...] a tecnologia nos possibilita ampliar o conceito de aula de espaço e tempo, de comunicação audiovisual e estabelecer pontes novas entre o presencial e o virtual, entre o estar juntos e o estarmos conectados a distância. (MORAN, 2008, p. 11-12.).

A tecnologia está mudando a maneira na qual a sociedade se relaciona, nas  salas de aula os alunos podem aprender a um ritmo incrível com o auxilio da pesquisa na internet, as novas tecnologias de comunicação e informação digitais podem ter um impacto substancial sobre o desempenho do aluno. Por conseguinte, é de suma importância que nas escolas haja professores habilitados para a correta utilização  da melhor tecnologia acessível as estudantes de todo o país.
Belloni (2005, p.10) amplia esta explicação dizendo:
A escola deve integrar as tecnologias de informação e comunicação porque elas já estão presentes e influentes em todas as esferas da vida social, cabendo à escola, em especial à escola pública, atuar no sentido de compensar as terríveis desigualdades sociais e regionais que o acesso desigual a estas máquinas está gerando.

Há uma crescente expansão de salas de aula informatizadas, muitos especialistas em educação estão ansiosos para inserir essas ferramentas na prática pedagógica, visto que podem ajudar a transformar a experiência de aprendizagem. O potencial das ferramentas de tecnologia para o ensino é alta, e para que paradigmas educacionais sejam superados, os professores precisaram conhecer as tecnologias digitais e utilizá-las em suas aulas.  Esta posição é aprofundada por Behrens et.al (2000) ao afirmar que:
[...] o docente precisa servir-se da informática como instrumento de sua prática pedagógica, consciente de que a lógica do consumo não pode ultrapassar a lógica da produção do conhecimento. Nessa ótica, o computador e a rede devem estar a serviço da escola e da aprendizagem. (BEHRENS, 2000, p.74.)

Os benefícios da tecnologia educacional são diversas. A tecnologia pode proporcionar aos alunos que utilizam as plataformas de aprendizagem individualizados, um feedback instantâneo e autoavaliação. Ela também possibilita aos professores identificar e solucionar mais facilmente as necessidades individuais de seus alunos. As novas tecnologias exigem dos professores orientadores, um conjunto de conhecimentos e habilidades para determinar, como e quando, as várias ferramentas de suporte melhor auxiliam os currículos escolares. Sabe-se que a tecnologia sozinha não é suficiente.  É preciso orientar, incentivar e fornecer suporte aos professores para que se habituem a utilizar as ferramentas digitais em sala de aula. (RODRIGUES, 2011).
O suporte tecnológico, feito pelo professor orientador de tecnologias educacionais gera confiança ao professor de sala, apontam os benefícios da tecnologia educacional, visando integrar as mídias sociais e outras ferramentas on-line, como recursos no auxílio à aprendizagem. A tecnologia, que é utilizada para facilitar a aprendizagem, é parte do processo de ensino e não um apêndice para ser ligado em qualquer fase conveniente, durante o curso de formação. 
Valente (1999), alerta que a integração da tecnologia não só envolve a inclusão de conteúdos técnicos, por si só, mas também inclui teorias sobre integração de tecnologia ao processo educativo, e a aplicação de seus resultados da investigação para promover o ensino / aprendizagem. Ela não se limita à aplicação mecânica de vários novos dispositivos de hardware e software de computador, durante o processo de instrução.
É necessário incluir as estratégias para a seleção das tecnologias desejadas, habilidade para demonstrar como as tecnologias selecionadas serão utilizadas, e para avaliar a habilidade de tais tecnologias, bem como a habilidade para personalizar a utilização de tais aptidões tecnológicas de uma maneira que resolve os problemas de instrução. A decisão sobre a seleção e utilização de tecnologia para o ensino é feita no início, quando o conteúdo está sendo preparado, não no meio ou na conclusão. (MAIA, 2003). O método de ensino, incluindo a tecnologia e os resultados da instrução objetiva e deve ser especificado na fase de planejamento.


2.2.  O PROINFO

O PROINFO, inicialmente denominado de Programa Nacional de Informática na Educação, foi criado pelo Ministério da Educação, através da Portaria nº 522 em 09/04/1997, com a finalidade de promover o uso da tecnologia como ferramenta de enriquecimento pedagógico no ensino público fundamental e médio. O funcionamento do PROINFO se dá de forma descentralizada, existindo em cada unidade da Federação uma Coordenação Estadual, e os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE), dotados de infraestrutura de informática e comunicação que reúnem educadores e especialistas em tecnologia de hardware e software. (BRASIL, 1997).
Suas diretrizes evidenciam a valorização da formação de profissionais como condição fundamental para a formação de uma cultura nacional sobre o uso do computador na educação e propõem que as ações nesse sentido atendam às novas exigências da sociedade da informação:
A capacitação de professores para o uso das novas tecnologias de informação e comunicação implica redimensionar o papel que o professor deverá desempenhar na formação do cidadão do séc. XXI. É, de fato, um desafio à pedagogia tradicional, porque significa introduzir mudanças no processo de ensino- aprendizagem e, ainda, nos modos de estruturação e funcionamento da escola e de suas relações com a comunidade. (BRASIL, 1997, p.02).

A partir de 12 de dezembro de 2007, mediante a criação do Decreto n° 6.300, o PROINFO passou a ser Programa Nacional de Tecnologia Educacional, tendo como principal objetivo promover o uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação nas redes públicas de educação básica. Suas principais diretrizes estratégicas são:
•. Subordinar a introdução da informática nas escolas a objetivos educacionais estabelecidos pelos setores competentes;
•. Condicionar a instalação de recursos informatizados à capacidade das escolas para utilizá-los, desde que seja demonstrada a existência de infraestrutura física e recursos humanos à altura das exigências do conjunto Hardware/Software que será fornecido;
•. Promover o desenvolvimento de infraestrutura de suporte técnico de informática no sistema de ensino público e estimular a interligação de computadores nas escolas públicas para possibilitar a formação de uma ampla rede de comunicações vinculada à educação;
•. Fomentar a mudança de cultura no sistema público de ensino fundamental e médio, de forma a torná-lo apto a preparar cidadãos capazes de interagir numa sociedade cada vez mais tecnologicamente desenvolvida;
•. Incentivar a articulação entre os atores envolvidos no processo de informatização da educação brasileira e institucionalizar um adequado sistema de acompanhamento e de avaliação do programa em todos os seus níveis e instâncias. (BRASIL, 1997. p.05).
Para Sancho (2006, p. 21), o computador não somente parece ser “capaz de realizar ações humanas (calcular, tomar decisões, ensinar), mas toda a atividade mediada por ele pressupõe o desenvolvimento de capacidades cognitivas e metacognitivas (resolução de problemas, planejamento, organização de tarefas, etc.) ”. Para operacionalização destas diretrizes, a escola informatizada teria uma rede local com estações de trabalho distribuídas pelas suas dependências. Esta rede deveria ser ligada a um Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), que atuaria como concentrador de comunicações para as escolas interligadas.
 Os NTE’s deveriam estar ligados a pontos de presença da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), assumindo o papel de Provedor de Internet para as escolas vinculadas. A ligação com a Internet seria implementada gradativamente, à medida que a rede e as tarifas o permitissem. Esta função garantiria aos NTE’s um papel de destaque no processo de formação da Rede Nacional de Informática na Educação como concentradores de comunicações para interligação de escolas.  
Cada escola poderia instalar um ou mais laboratórios, equipar salas de aula com um número variável de microcomputadores (em função de usos pedagógicos específicos), informatizarem a biblioteca para acesso eletrônico à informação, adquirir equipamentos para gestão escolar ou disponibilizar microcomputadores para uso de seus professores, na escola ou fora dela. “Isto porque é necessário difundir a ideia junto aos docentes em formação de que é imprescindível vincular o computador a um projeto pedagógico de seu uso”. Desta forma, o computador passa a ser visto como uma ferramenta pedagógica que será utilizada de acordo com objetivos explícitos nas diversas áreas curriculares. (SETTE, AGUIAR e ANTUNES SETTE, 1997, p.03).

2.3. A Importância da Informática como Disciplina na Educação Básica

A cada ano que passa, a tecnologia vem adquirindo mais importância não só no nosso cotidiano, mas também no cenário educacional. Vivemos em um mundo tecnológico e, assim, a informática torna-se um fator muito importante na inclusão digital da nossa sociedade. Fróes (1994) afirma que:
Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia, a Internet, a telemática, trazem novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como consequência, a um pensar diferente (FRÓES, 1994, p. 18).

Diante da afirmação acima, percebemos o quão importante a informática se faz no mundo atual que contribui para mudanças significativas na maneira de como planejar ou estudar determinada disciplina e no comportamento e nas formas de pensar e agir.
No livro Using Mindtools to Develop Critical Thinking and Foster Collaboration in Schools, Jonassen (1996) afirma que a aprendizagem pode ser classificada das seguintes formas:
Aprender acerca da tecnologia (learning about) - aqui a própria tecnologia constitui, ela própria, objeto de aprendizagem (Computer Literacy; conhecimentos e competências necessários para professores e alunos poderem utilizar uma determinada tecnologia);
Aprender através da tecnologia (learning by) - nesta categoria, inclui-se o software que permite que o aluno aprenda ensinando o computador (por exemplo, programando o computador através de linguagens como BASIC ou o LOGO);
Aprender com a tecnologia (learning with) - neste caso, o aluno aprende usando as tecnologias como ferramentas que o apoiam no processo de reflexão e de construção do conhecimento (ferramentas cognitivas). Aqui, a questão determinante não é a tecnologia em si mesmo, mas a forma de encarar essa mesma tecnologia, usando-a, sobretudo como estratégia cognitiva de aprendizagem (JONASSEN, 1996, p. 23-40).

As iniciativas para o futuro têm por meta incentivar mais "educadores conectados", indivíduos que utilizam habilmente as mídias sociais e outras ferramentas on-line, a fim de aumentar o seu crescimento profissional, bem como para melhorar a sua capacidade de integrar ferramentas e recursos para a sua sala de aula.
Podemos supor que os educadores ligados tiveram, pelo menos, uma compreensão da literatura digital em sua formação. Mas um grande número de professores não é tão imerso ou conectados em plataformas on-line e conhecimentos de informática. Estes professores devem ser incentivados a desenvolverem suas competências digitais. As escolas precisam reconhecer que esta é uma forma de desenvolvimento profissional que necessita de ser continuamente aperfeiçoado com cursos de atualização. (CORDEIRO, 2010).
Pablos (2006) afirma que:
A integração das TIC [Tecnologias da Informação e Comunicação] em processos formativos pode permitir uma maior flexibilização, mediante o desenvolvimento de opções como: oferecer aos estudantes o controle do seu próprio processo de aprendizagem; favorecer o domínio de capacidades no uso das TIC, especialmente quando esse domínio faz parte dos objetivos da própria atividade formativa; estimular a interação entre os professores e os estudantes ao dispor de mais canais para sua comunicação; e, em especial, favorecer uma melhor adaptação dos estudantes ao plano de trabalho formativo (PABLOS, 2006, p. 75).

Se quisermos alunos interessados e conectados, e escolas prontas para o futuro, é preciso saber que a tecnologia é apenas metade da história, é preciso dar importância ao treinamento e desenvolvimento profissional. Quanto mais os estudantes crescerem como nativos digitais, maior a necessidade das escolas se adaptarem às mudanças tecnológicas que passam a desempenhar um papel importante nas salas de aula, potencializando as capacidades dos alunos para aprender. (CORDEIRO, 2010).

2.4 Cibercultura e Tecnologias Educacionais

Os professores que se utilizam de ferramentas tecnológicas em sala de aula e passam mais tempo em computadores ou dispositivos móveis, mesmo durante o horário escolar, incentivam seus alunos a também utilizarem as tecnologias, estes estarão mais preparados para a faculdade, para os empregos de amanhã e vão se tornar melhores estudantes e profissionais. (ROCHA et.al, 2013).
Vivemos hoje a maior revolução do conhecimento de todos os tempos, o que podemos chamar de era do conhecimento digital e, em meio a esse turbilhão de informação e comunicação oferecido atualmente pelos recursos digitais nos deparamos com grandes desafios para a educação. (ROCHA et.al, 2013).
Segundo Pozo (2002), nunca houve tantas pessoas aprendendo tantas coisas ao mesmo tempo como atualmente. Apreender para a sociedade atual é uma necessidade constante e urgente, pois as informações se tornam obsoletas a cada minuto e, isso vem requerer do educador de nossos dias uma constante formação para poder acompanhar a evolução das tecnologias na educação.
O professor de hoje necessita estar formado e consciente do seu papel com relação aos novos recursos que estão disponíveis. Um bom exemplo disso é a mudança de paradigma no que se refere a espaço educacional, pois a escola não é mais detentora desse título, “esse espaço” se faz em qualquer lugar de interatividade com o conhecimento, que é a característica marcante da cibercultura, termo que segundo Levy (1999) significa o conjunto de técnicas, de materiais, de atitudes, de modos de pensamento, de valores, que vão se constituindo e crescendo exponencialmente junto com o desenvolvimento do ciberespaço.
Os ciberespaços ampliam as possibilidades de construção do conhecimento ao disponibilizar ambientes e sistemas de produção colaborativa e interativa, o que viabiliza de forma mais rápida a troca e o acesso a conteúdos em formatos diversos como compartilhamento de arquivos (músicas, filmes, fotos), fóruns de discussão, comunidades virtuais, entre outros. (NETO, 2012).
Apropriado da cultura digital, o professor poderá transformar sua prática pedagógica, pois além de poder estar em constante formação pessoal, o mesmo também pode incorporar as novas formas de ser e agir da juventude pós-moderna, a chamada geração de “nativos digitais”, pessoas que já nasceram na “era digital” e que já trazem aflorado em si essa cultura e muitas vezes encontram na escola professores totalmente alheios ao uso das tecnologias. (NETO, 2012).
Moran (2000), afirma que se faz urgente que o professor compreenda essa nova mudança e incorpore nova visão de tempo e de espaço sobre a construção do conhecimento e a transmissão e circulação das informações, pois com o advento da cibercultura e da web 2.0, que nos permite interagir em tempo real, já temos possibilidade de trabalhar com produções coletivas, de interagir nos fóruns de discussões e do uso de diferentes meios de comunicação envolvidos no processo de produção de conhecimento sobre determinado assunto.
Dessa forma, concluímos dizendo que o essencial disso tudo não é apenas o avanço tecnológico, mas a construção de um novo estilo de pedagogia baseado na interatividade, ou seja, na participação, na cooperação, na multiplicidade de conexões e nas novas formas de pensar, escrever, ler e agir que incorpora a flexibilidade e a interatividade tanto do espaço da sala de aula como fora dela.


2.5 A Integração da Tecnologia com a Pedagogia

A integração da tecnologia no ensino e aprendizagem se tornou necessária. Desculpas comuns para justificar o uso limitado da tecnologia, não podem mais serem aceitas, como a falta de computadores, falta de habilidade no manuseio e a intimidação que ele provoca em alguns professores.
A integração de tecnologia a pedagogia aos currículos escolares ainda é pouco percebida e que essa percepção pode dificultar a compreensão e interesse por parte dos professores no âmbito de aplicação da tecnologia na educação. A integração da tecnologia deve ser considerada juntamente com as questões envolvidas no ensino e aprendizagem. (MIRANDA, TONINI, 2013).
Essas questões incluem o desenvolvimento de objetivos de aprendizagem, a seleção de métodos de ensino, feedback, avaliação e estratégias de avaliação, incluindo as atividades de acompanhamento. A tecnologia utilizada para o ensino e aprendizagem deve ser considerada como ferramenta potencializadora da aquisição de conhecimento em sala de aula.


2.5. As Novas Ferramentas Tecnológicas na Educação

A tecnologia tem aumentado à intensidade e complexidade de ambientes Educacionais, no século XXI as crianças alfabetizadas possuem uma vasta gama de habilidades e competências, a comunicação através de hipertextos é comum nas redes sociais e podem ser expandidas as salas de aula virtuais, múltiplas, dinâmicas e maleáveis. A tecnologia na educação é comumente definida como; um dispositivo técnico ou ferramenta utilizada para promover o aprendizado. A tecnologia educacional pode incluir mídia, modelos projetados e não projetados, ser visual através de imagens, sonora e dinâmica utilizando áudio e vídeo ou o conjunto de todos com a mídia digital. (CORDENONSI, BERNARDI, 2010).
Os educadores não podem ter uma visão restritiva e classificar a tecnologia educacional, principalmente computadores e periféricos de computador com seus softwares relacionados e voltados para ensino e aprendizagem como ferramentas supérfluas em salas de aulas. Esta definição não leva em consideração os princípios pedagógicos nos quais as aplicações de diversas tecnologias se baseiam. Tal definição é limitada porque isola tecnologia de processos pedagógicos que se destina a apoiar toda a cadeia de ensino. (CORDENONSI, BERNARDI, 2010).
É de suma importância conectar as tecnologias digitais com os objetivos de aprendizagem e métodos de ensino, levar em conta o estilo de aprendizagem e avaliação, incluindo procedimentos de acompanhamento durante o processo de ensino. Especificamente, a integração da tecnologia deve incorporar a habilidade tecnológica com a capacidade de usar conhecimentos pedagógicos, como base para integrar a tecnologia no ensino e aprendizagem.
 Isto implica que os professores devem desenvolver estratégias para motivar os alunos e para mantê-los focados na forma de aprender, pois o professor deve considerar que diferentes alunos preferem diferentes estilos de aprendizagem e que eles aprendem em ritmos diferentes. Costa (2007) destaca que os alunos leitores do século XXI fazem com que professores careçam de novas adaptações tecnológicas:
 1. Desenvolver competência com as ferramentas de tecnologia digitais.
 2. Estabelecer relacionamentos com os outros para colocar e resolver problemas de forma colaborativa em redes interconectadas.
 3. Projetar e compartilhar informações através de comunidades globais para atender a uma variedade de propósitos.
4. Gerenciar, analisar e sintetizar múltiplos fluxos de informações simultâneos.
5. Criar, criticar, analisar e avaliar textos multimídia.
6. Atender às responsabilidades éticas exigidas por esses ambientes complexos. (COSTA, 2007, p. 59).

Os alunos de hoje são “nativos digitais”, vivem, crescem e aprendem interagindo com a família e a sociedade através das redes sociais e dos dispositivos de multimídia.
Gomes (2013, p. 01) expõe que:
O Brasil é o país que possui a quarta maior população do mundo de “nativos digitais”, jovens que cresceram acompanhando de perto a expansão da internet e estão acostumados às muitas mudanças trazidas pela web. O Brasil possui pouco mais de 20 milhões de “nativos digitais”, que formam um grupo apenas menor aos da China (75,2 milhões), Estados Unidos (41,3 milhões) e Índia (22,6 milhões).

Na geração X encontraram-se pioneiros da Internet, este professor já utiliza o Facebook, Myspace, Twitter, WhatsApp e pode utilizar até o YouTube para chegar aos seus alunos, é preciso haver uma mudança na formação acadêmica, é importante que os professores usem uma variedade de métodos de ensino, conhecer é um processo e não um produto e os alunos devem ser ensinados a usar o conhecimento adquirido e suas novas habilidades, bem como para avaliar criticamente e modificar tal conhecimento.
Em outras palavras, os professores devem ser capazes de envolver os alunos em uma experiência de aprendizado exploratório que é projetado para estimular o pensamento.
Cysneiros (1996) enfatiza que,

O educador também poderá aprender com algum aluno ou aluna, que já domina a ferramenta fora da escola, constituindo-se em ótima oportunidade para início de novas relações entre aluno e professor. No mundo complexo de hoje, todos nós temos algo a ensinar e a aprender, independente de sexo, idade, posição social, e a escola devem aproximar-se da vida também neste particular. (CYSNEIROS, 1996.p. 5).


2.7. Busca e Acesso à Informação


O computador através principalmente da Internet e suas páginas na web, apresenta um dos mais eficientes recursos para a busca e o acesso à informação. Existem hoje sofisticados mecanismos de buscas que junto com os dispositivos digitais, inteligentes e móveis, permitem encontrar de modo muito rápido as informações existentes nos bancos de dados de sites, localizados em diversas partes do planeta, ou em CD-ROM e Bibliotecas Virtuais. (MORAN, 2001).
O mundo virtual torna-se indispensável no dia-a-dia por ser muito dinâmico e acessível. Através da internet o mundo ficou pequeno e as distâncias geográficas e culturais diminuem, o mundo dos homens torna-se uma imensa comunidade diante de uma tela.

Quanto mais mergulhamos na sociedade da informação, mais rápidas são as demandas por respostas instantâneas. As pessoas, principalmente as crianças e os jovens, não apreciam a demora, querem resultados imediatos. Adoram as pesquisas síncronas, as que acontecem em tempo real e que oferecem respostas quase instantâneas. (MORAN, 2001, p.20).

A informação não está mais isolada, é disponibilizada de forma organizada em tutoriais sobre disciplinas específicas. Porém, somente ter acesso à informação não significa que o aprendiz compreenda o que encontra nas pesquisas em web textos. No caso dos tutoriais, a informação é organizada de acordo com uma sequencia pedagógica e o aluno precisa seguir essa sequencia para assimilar seu conteúdo.
Leite (2000) aborda:

Sabemos que o conhecimento não é uma condição inata do ser humano, nem algo pronto e externo a si próprio. Tampouco nos contentamos em considerá-lo como uma construção ordenada e linear. Entendemos o conhecimento como o resultado de uma rede de relações sociais, culturais, físicas e simbólicas; em que diferentes influências e fatores constituem os objetos de conhecimento e os sujeitos cognoscentes. Assim, o homem é criador e criatura da sociedade; produto de suas próprias produções e de suas instituições. E o conhecimento acontece em uma rede, com muitos fios e diferentes tramas. (LEITE, 2000, p.01).

Nos softwares em geral, as informações são organizadas na forma de hipertextos (textos interligados). O aluno pode seguir uma sequencia predeterminada ou pode escolher o caminho a ser adotado, há uma disposição antecipadamente produzida da informação disponível. A interação entre o aprendiz e os sistemas computacionais consiste na leitura da tela (ou escuta da informação fornecida), no progresso da sequencia de conhecimento do conteúdo e na escolha de informação e/ou na resposta de perguntas que são fornecidas ao sistema, ele não está descrevendo o que pensa, mas decidindo entre várias possibilidades oferecidas.


2.6. Problemas de Integração da Tecnologia no Processo Educativo


A combinação da tecnologia sem fio a computação móvel, está promovendo crescentes transformações no mundo educacional. A questão é como essas tecnologias móveis afetam o meio ambiente, a pedagogia, o processo de aprendizagem, e a vida na escola? Para responder a esta pergunta, devemos avaliar de forma critica a situação do ensino atual.
A tecnologia se corretamente utilizada, ajuda os educadores, especialmente os inexperientes a entender as questões pedagógicas, e melhora o processo de ensino e aprendizagem. É importante ter professores com habilidade tecnológica, também é importante orientá-los sobre como usar essa habilidade para apoiar a aprendizagem.
Inserindo as tecnologias da informação e comunicação no currículo é possível acarretar um impacto sobre a aprendizagem dos alunos, apesar da tecnologia não ser considerada como um componente de estudo. A tecnologia não deve ser tratada como uma entidade separada, mas deve ser considerada como parte integrante das ferramentas utilizadas no processo educativo.
Sette, et.al (1997), diz que no ensino e aprendizagem, a tecnologia deve ser aplicada como um processo e não como uma parte única, isolada e discreta. Processo é uma série de ações, mudanças, funções trazendo um resultado. A tecnologia na educação não é um mero objeto a ser introduzida nas atividades de ensino e aprendizagem à vontade, sem considerar princípios básicos de aprendizagem e metodologia de ensino.
 Um educador pode não entender qual o propósito da integração da tecnologia e como ela poderia ser aplicada, é mais provável de alcançar o sucesso em um ambiente de aprendizagem baseado na tecnologia. A tecnologia não pode apoiar a aprendizagem sem professores que saibam como usá-la e integrá-la em área específica do conhecimento.
Constata-se que um dos problemas está na formação dos educadores, que, obviamente, não foram preparados para o uso da informática, daí a resistência às mudanças. Estamos acostumados e sentimo-nos seguros com o papel habitual de comunicar ou transmitir algo que conhecemos bem.
Mas a sociedade, queiramos ou não, cobra posturas diferentes. Diante deste conflito, observamos a precariedade em que se encontra o ensino público. Não é nem a questão de informatizar ou não as escolas que irá resolver os problemas educacionais. O centro deste processo está no educador.
 Conforme Moran:

Faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros, com a vida. Se somos pessoas abertas, iremos utilizá-las para nos comunicarmos mais, para interagirmos melhor. Se somos pessoas fechadas, desconfiadas, utilizaremos as tecnologias de forma defensiva, superficial. Se somos pessoas autoritárias, utilizaremos as tecnologias para controlar, para aumentar o nosso poder. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias, mas nas nossas mentes. (MORAM. 2000, p. 63).

 O treinamento em tecnologias deve ir além, com foco na aquisição de habilidades técnicas, mas deve ser dada atenção para as estratégias instrucionais, necessários para infundir competências tecnológicas no processo de aprendizagem, o treinamento em tecnologia tende a se concentrar em aplicações de computador, tais como processamento de texto, planilhas e pesquisa na Internet.
Muitos professores estão com fome para usar a tecnologia em suas salas de aula, mas eles não o fazem. Enquanto parte desta falta de uso decorre de problemas com a reforma da educação, que emerge de administradores e conselhos de educação que não compreendem plenamente as próprias tecnologias. Outra parte dos professores não usa a tecnologia na sala de aula, devido ao simples fato de que eles não sabem como utilizar as tecnologias, e muito menos como incorporar essas tecnologias em suas salas de aula.


6. CONCLUSÃO

A partir deste estudo é possível concluir que as Tecnologias da Informação e Comunicação Digitais, presentes na sociedade, devem ser utilizadas pela escola no processo educacional. Para que isso aconteça, faz-se necessário que na escola haja um professor, habilitado em tecnologias educacionais, este profissional tem por função orientar, estimular e coordenar a utilização das ferramentas tecnológicas, utilizadas por professores e alunos.
 Esse professor necessita adquirir conhecimentos técnicos para prestar suporte aos equipamentos de hardware e softwares voltados ao ensino, nesse caso cito a televisão, o computador, os telefones celulares inteligentes e a Internet Wireless.
As tecnologias como a Internet, a pesquisa, os simuladores de realidade virtual e a disponibilidade de acesso à informação em tempo real, pode tornar-se ferramenta aliadas a educação, e voltadas para a formação de cidadãos conscientes, ativos, criativos e críticos. Faz-se imprescindível que nossos professores esqueçam a cópia, a repetição e a passividade diante do quadro negro, hoje mais que antes é preciso estimular o desenvolvimento, a criatividade, a reflexão, a crítica, e praticar através das redes sociais, presentes no mundo digital.
 É proveitoso incentivar a participação e colaboração ativa através dos equipamentos digitais entre alunos e professores. Muitas escolas possuem a salas informatizadas e computadores com acesso à internet, a grande maioria possui projetores que podem exibir filmes, vídeo aulas e documentários, diretamente da internet, mas ainda precisa de professores que dominem a tecnologia, entendam de hardware e de software e queiram usar esses recursos para ensinar.


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