A IMPORTÂNCIA DA
FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O USO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
Autor: Alceu Bernardino Rodrigues
Profa. Orientadora:
Viviana Paula Perego
Curso Licenciatura em Informática
(LIN0159) – Trabalho de Graduação
20/06/2015
RESUMO: O presente trabalho refere-se a uma revisão bibliográfica, desde livros
na biblioteca a artigos científicos disponíveis na Internet dos temas
pesquisados. O objetivo principal deste estudo é descrever a importância da
formação dos professores de tecnologias educacionais e Informática. Profissionais
responsáveis pelas salas informatizadas nas escolas de educação básica,
promovendo a utilização das TICDs, (Tecnologias de Informação e comunicação
Digitais). Esta denominação TICDs é o resultado da fusão de três grandes
vertentes técnicas: Informática, telecomunicações e mídias eletrônicas e
digitais. Abordar-se-á neste, a necessidade do domínio técnico do computador
pelos professores, e a correta utilização desse recurso na prática pedagógica.
Assim procurou alavancar a utilização das tecnologias digitais para além da
sala informatizada, abrangendo toda a escola.
Atualmente o professor de tecnologias educacionais,
necessita superar os obstáculos que limitam sua função, como por exemplo: O
número limitado de computadores, a deficiência de uma formação continuada e a
desativação das salas informatizadas por falta de suporte técnico adequado, percebe-se
que a manutenção corretiva muitas vezes é feita pelo próprio professor, como
algo inerente a sua função. Este trabalho também considerou a importância da
tecnologia e a forma como ela está mudando a sociedade, suas formas de
relacionamentos e as formas de transmissão de conhecimento em rede. Nas escolas
os alunos podem aprender a um ritmo incrível com o auxilio da pesquisa na
internet, as novas tecnologias de comunicação e informação digitais podem ter
um impacto substancial sobre o desempenho dos alunos nativos digitais.
Palavras-chave: Formação de Professores; Tecnologias
Educacionais.
1
INTRODUÇÃO
As novidades tecnológicas chegam ao mercado e em muitas escolas, os
recursos tecnológicos adentram a sala de aula. Na sociedade moderna a educação exige novas
competências do professor, isto ocorre devido a novas necessidades sociais do
mundo no início do século XXI. (PORTO, 2006).
Um dos objetivos de informatização global da educação é preparar os
professores para adquirir um alto nível de domínio das tecnologias e multimídia
digitais, a fim de utilizá-las no processo educativo e de gestão escolar. As
ferramentas de informação e comunicação auxiliam a apropriação de novos
conhecimentos pelos alunos, e o professor de tecnologias promove o uso das
multimídias, dos computadores e da pesquisa na Internet auxiliando o processo
de ensino e aprendizagem.
Ao ressaltar a importância da formação de professores para o
uso das tecnologias educacionais, se compreende sua função na escola, que
simplificando é o de dar suporte e auxílio instrumental na prática cotidiana aos
professores de sala e da escola em geral. As escolas fazem
uso das TICs, (Tecnologias da Informação e Comunicação), como ferramentas
tecnológicas potencializadoras das práticas pedagógicas e do processo de
ensino/aprendizagem. (BRITO; BOENO, KOTTEL BOENO, 2012).
As novas tecnologias podem auxiliar
no desenvolvimento cognitivo e ir além do aspecto instrumental. Essas novas formas de transmissão e
assimilação de conhecimentos devem ser aprimoradas a cada instante e
certamente utilizadas no ensino curricular tradicional, promovendo a
construção da autoconfiança e autonomia do aprendiz. (MARTINS, GIRAFFA, 2008).
Considerando que a escola precisa renovar-se constantemente, ser moderna
e incentivar novos métodos de ensino, novas ideias, faz-se necessário utilizar
esses novos dispositivos inteligentes, os Smartphones e Tabletes presentes nas
mãos dos alunos e indispensáveis aos adolescentes, na sala de aula.
O professor de tecnologias
promove e dá suporte técnico a essas novas ferramentas de comunicação e
informação digital, presentes na sociedade, incentivando os professores de sala
a ensinar utilizando as novas tecnologias, criando novas formas para suas
aulas, para auxiliar os alunos na aquisição de novos saberes.
2.
Breve Histórico da Informática na Educação
Um dos principais
fatores de progresso na educação é a qualidade da formação de professores. A uma
crescente complexidade nas tarefas e funções dos professores nas escolas, devido
ao acrescimento de novas disciplinas e maior humanização e democratização do
processo educativo. Essa nova realidade, levou a efetivar as novas tecnologias
educacionais com parte do processo educativo, visando encontrar novas
abordagens conceituais para o desenvolvimento do sistema educacional brasileiro.
Pensar na
formação do professor para exercitar uma adequada pedagogia dos meios, uma
pedagogia para a modernidade, é pensar no amanhã, numa perspectiva moderna e
própria de desenvolvimento, numa educação capaz de manejar e de produzir
conhecimento (...). E desta forma seremos contemporâneos do futuro,
construtores da ciência e participantes da reconstrução do mundo (MORAES,
1993).
Os cursos de
Licenciatura em Computação/Informática começaram a fazer parte dos cursos
superiores de graduação do Brasil a partir do ano de 1997. O primeiro curso foi
implantado pela Universidade Federal de Brasília (UnB). No ano de 2006. Hoje
esse curso é disponibilizado por muitas universidades por todo o Brasil na
modalidade presencial e semipresencial. De acordo com o Art. 62 da LDB, Lei
9.394/96:
A
formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior,
em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos
superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do
magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino
fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal (LDB, Lei 9.394,
1996).
Uma parte
importante na formação de professores para a educação básica é a prática
pedagógica. Esta visa consolidar e efetivar em circunstâncias especiais os
conhecimentos pedagógicos, a ser socializado com os alunos. Almeida (2000, p.
109) descreve que:
O
professor é um investigador reflexivo da própria prática, cuja formação ocorre
na práxis, favorecendo mudanças pessoais, profissionais e, por conseguinte, na
prática pedagógica. A formação é contextualizada nas experiências,
conhecimentos e práticas do professor, que tem a oportunidade de rever e
relembrar sua prática, colocando-a como foco da própria formação.
A prática do
professor estimula o seu desenvolvimento criativo, tornando suas qualidades
profissionais significativas e compromissadas com as atividades de ensino de
forma inovadora.
2.1. Formação Docente em Tecnologias
Educacionais
Atualmente há várias maneiras de ser um
professor habilitado em informática. Até 2011, habilitavam-se através de Complementação
Pedagógica. Para professores que já possuem graduação em informática (Redes de
Computadores, Sistema de Informação, Ciência da Computação). Existe também a
complementação em Informática para quem é formado em pedagogia, o curso tem
duração de um ano e a pessoa recebe a diploma de Licenciatura Plena em
Informática. (BRASIL-MEC, 2008).
Os
cursos de licenciatura em Computação/Informática;
possui o objetivo de formar o profissional, capaz de
conduzir
o
processo de ensino/aprendizagem nas escolas de educação básica no ensino
fundamental (5ª a 8ª séries), no ensino médio
e ensino
profissional, além de prestar suporte técnico e
pedagógico, aos professores durante suas atividades que
utilizam o laboratório de informática em escolas públicas ou privadas.
O
professor de tecnologias pode atuar; supervisionando, coordenando, orientando
e planejando cursos na área de Informática, seja
presencial ou à distância, Mehlecke
e Tarouco (2003), afirmam
que;
O desenvolvimento de
novas tecnologias de informação e comunicação tem sido, o decorrer dos anos,
um agente relevante de aprendizagem que conduz à expansão das
oportunidades de combinação de recursos tecnológicos e humanos. A Educação a
Distância, portanto, decorre da necessidade de novas propostas de estudo, onde
o aluno não tem uma delimitação geográfica e nem uma sala de aula
presencial para buscar sua qualificação. Por isso, estudos sobre a utilização
das ferramentas disponíveis nos ambientes de educação a
distância, faz-se necessário para que os recursos empregados não sejam
um restrito para a aprendizagem no meio virtual.. (MEHLECKE, 2003, p.01).
A
Educação à Distância, via internet fez surgir novas modalidades de ensino e
softwares voltados à educação, esses novos ambientes de aprendizagem; AVA – Moodle, (Modular Object-Oriented Dynamic
Learning Environment). Esse software livre, de apoio à aprendizagem, é executado
num ambiente virtual, onde o programa permite a criação de cursos on-line, páginas de disciplinas, grupos
de trabalho e comunidades de aprendizagem. A necessidade desses ambientes é
imprescindível para a aprendizagem, pois eles são o suporte para a troca de
saberes e construção do conhecimento, de forma coletiva e mediada por tutores
de diversos lugares geográficos. (GIRALDI, 2011).
O
professor de classe tem conhecimento mais pedagógico, o professor de
informática possui o seu conhecimento mais técnico. Os professores de
informática utilizam, em geral, mais a instrução, pois os alunos, instruídos e
motivados pelo interesse no computador desenvolvem melhor as atividades
propostas.
Nesse sentido,
Almeida (2000) explica que ao passar por uma formação contextualizada com a
realidade educativa, as dificuldades tendem a ser superadas, e ainda lembra que
o professor deve saber associar as TICs aos métodos ativos de aprendizagem,
pois assim:
(...)
desenvolverá habilidade técnica relacionada ao domínio da tecnologia e,
sobretudo, articular esse domínio com a prática pedagógica e com as teorias
educacionais que o auxiliará a refletir sobre a própria técnica, e a
transformá-la visando explorar as potencialidades pedagógicas das TICs em
relação à aprendizagem, e à consequente constituição de redes de conhecimentos.
(ALMEIDA, 2000, p. 23)
Sá (2005) demonstra que a formação pode ser
entendida em diferentes sentidos; quanto à percepção homogeneizadora, ela
explica que os processos formativos não mais significam apenas o traçado prévio
das trajetórias dos sujeitos, ou o aperfeiçoamento de faculdades e de talentos,
restringindo-se a resultados. Para a pesquisadora, a formação atualmente é
também concebida como percurso e pautada na ideia de teia, cujos teceres das
relações, possibilidades, erros, experiências e atualizações são o próprio
processo formativo.
É
indispensável à existência dos profissionais licenciados em Computação para o
processo de ensino/aprendizagem da informática, que ajudem não só os alunos da educação
básica, mas setores que estejam ligados à área de educação a utilizar as ferramentas
tecnológicas, e também trabalhar em outros ambientes.
Almeida, M. E. (2000) aponta que: “no contexto de
uma formação superior no campo da Informática e de seus processos de geração e
automação do conhecimento, há que se considerar a importância de currículos que
possam”, efetivamente, preparar pessoas críticas, ativas
e cada vez mais conscientes dos seus papéis sociais e da sua contribuição no
avanço científico e tecnológico do país.
Neste
sentido, Valente (1997) expõe que:
A
formação do professor deve prover condições para que ele construa conhecimento
sobre as técnicas computacionais, entenda por que e como integrar o computador
na sua prática pedagógica e seja capaz de superar barreiras de ordem
administrativa e pedagógica. Essa prática possibilita a transição de um sistema
fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para
a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno. Finalmente,
deve-se criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado
e a experiência vivida durante a sua formação para a sua realidade de sala de
aula compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos
que se dispõe a atingir. (VALENTE, 1997, p. 14).
O conteúdo
social, humanitário e ético dessa formação, deverá
orientar os currículos no sentido de garantir a expansão das capacidades
humanas, em íntima relação com as aprendizagens
técnico-científicas, no campo da Computação e
da Informática. Trata-se de uma
formação em que os indivíduos estarão, também, sendo capacitados a lidar com as
dimensões humanas e éticas dos conhecimentos e das relações sociais. Condição
essa inseparável quando uma das finalidades fundamentais da Universidade e do
ensino superior é preparar as futuras gerações de modo crítico e propositivo,
visando a melhoria da vida social, cultural e planetária.
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO, 2015).
O rápido desenvolvimento
das ciências, a transição para a sociedade da informação, acrescenta a
quantidade de informações recebidas pela humanidade e as suas capacidades de
assimilação. Há uma necessidade urgente que os futuros professores dominem as
tecnologias de comunicação e informação e a utilizem em sala de aula. Esta
linha de pensamento também é defendida por Moran (2008), ao dizer que muitas
formas de ensinar hoje não se justificam;
[...] muitas
aulas convencionais estão ultrapassadas. [...] Uma das áreas prioritárias no
campo da Educação que precisa de investimento é com relação à implantação de
tecnologias informáticas de alta velocidade, para conectar alunos, professores
e a administração. [...] a tecnologia nos possibilita ampliar o conceito de
aula de espaço e tempo, de comunicação audiovisual e estabelecer pontes novas
entre o presencial e o virtual, entre o estar juntos e o estarmos conectados a
distância. (MORAN, 2008, p. 11-12.).
A tecnologia está mudando a maneira na
qual a sociedade se relaciona, nas salas de aula os alunos podem
aprender a um ritmo incrível com o auxilio da
pesquisa na internet, as novas tecnologias de comunicação e informação digitais
podem ter um impacto substancial sobre o desempenho do
aluno. Por conseguinte, é de suma importância que nas escolas haja
professores habilitados para a correta utilização da melhor tecnologia acessível as estudantes de todo o país.
Belloni (2005,
p.10) amplia esta explicação dizendo:
A escola deve
integrar as tecnologias de informação e comunicação porque elas já estão
presentes e influentes em todas as esferas da vida social, cabendo à escola, em
especial à escola pública, atuar no sentido de compensar as terríveis
desigualdades sociais e regionais que o acesso desigual a estas máquinas está
gerando.
Há uma crescente
expansão de salas de aula informatizadas, muitos especialistas em educação estão ansiosos para inserir essas ferramentas
na prática pedagógica, visto
que podem ajudar a transformar a experiência de aprendizagem. O
potencial das ferramentas de tecnologia para
o ensino é alta,
e para que paradigmas educacionais sejam superados, os professores precisaram conhecer as
tecnologias digitais e utilizá-las em
suas
aulas.
Esta posição é aprofundada por Behrens et.al (2000) ao afirmar que:
[...]
o docente precisa servir-se da informática como instrumento de sua prática
pedagógica, consciente de que a lógica do consumo não pode ultrapassar a lógica
da produção do conhecimento. Nessa ótica, o computador e a rede devem estar a
serviço da escola e da aprendizagem. (BEHRENS, 2000, p.74.)
Os benefícios da tecnologia educacional são diversas. A tecnologia pode proporcionar aos alunos que
utilizam as plataformas de
aprendizagem individualizados,
um feedback instantâneo e autoavaliação. Ela também possibilita aos professores identificar e solucionar mais
facilmente as necessidades individuais de seus alunos. As
novas tecnologias exigem dos professores orientadores,
um conjunto de conhecimentos e habilidades para determinar, como e quando, as várias ferramentas de suporte melhor auxiliam
os currículos
escolares. Sabe-se
que a tecnologia
sozinha não é suficiente. É preciso orientar, incentivar e fornecer suporte aos
professores para que se habituem a utilizar as ferramentas digitais em sala de aula. (RODRIGUES,
2011).
O suporte tecnológico, feito pelo professor orientador de
tecnologias educacionais gera confiança
ao professor de sala, apontam os benefícios da tecnologia educacional,
visando integrar as mídias sociais e outras ferramentas on-line, como recursos
no auxílio à aprendizagem. A tecnologia, que é utilizada para facilitar a
aprendizagem, é parte do processo de ensino e não um apêndice para ser ligado
em qualquer fase conveniente, durante o curso de formação.
Valente (1999),
alerta que a integração da tecnologia não só envolve a inclusão de conteúdos
técnicos, por si só, mas também inclui teorias sobre integração de tecnologia
ao processo educativo, e a aplicação de seus resultados da investigação para
promover o ensino / aprendizagem. Ela não se limita à aplicação mecânica de
vários novos dispositivos de hardware e software de computador, durante o
processo de instrução.
É necessário incluir
as estratégias para a seleção das tecnologias desejadas, habilidade para demonstrar
como as tecnologias selecionadas serão utilizadas, e para avaliar a habilidade
de tais tecnologias, bem como a habilidade para personalizar a utilização de
tais aptidões tecnológicas de uma maneira que resolve os problemas de instrução.
A decisão sobre a seleção e utilização de tecnologia para o ensino é feita no
início, quando o conteúdo está sendo preparado, não no meio ou na conclusão. (MAIA,
2003). O método de ensino, incluindo a tecnologia e os resultados da instrução
objetiva e deve ser especificado na fase de planejamento.
2.2. O PROINFO
O PROINFO,
inicialmente denominado de Programa Nacional de Informática na Educação, foi
criado pelo Ministério da Educação, através da Portaria nº 522 em 09/04/1997,
com a finalidade de promover o uso da tecnologia como ferramenta de
enriquecimento pedagógico no ensino público fundamental e médio. O
funcionamento do PROINFO se dá de forma descentralizada, existindo em cada
unidade da Federação uma Coordenação Estadual, e os Núcleos de Tecnologia
Educacional (NTE), dotados de infraestrutura de informática e comunicação que
reúnem educadores e especialistas em tecnologia de hardware e software.
(BRASIL, 1997).
Suas
diretrizes evidenciam a valorização da formação de profissionais como condição
fundamental para a formação de uma cultura nacional sobre o uso do computador
na educação e propõem que as ações nesse sentido atendam às novas exigências da
sociedade da informação:
A capacitação de professores para o uso das novas
tecnologias de informação e comunicação implica redimensionar o papel que o
professor deverá desempenhar na formação do cidadão do séc. XXI. É, de fato, um
desafio à pedagogia tradicional, porque significa introduzir mudanças no
processo de ensino- aprendizagem e, ainda, nos modos de estruturação e
funcionamento da escola e de suas relações com a comunidade. (BRASIL, 1997,
p.02).
A partir de 12 de
dezembro de 2007, mediante a criação do Decreto n° 6.300, o PROINFO passou a
ser Programa Nacional de Tecnologia Educacional, tendo como principal objetivo
promover o uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação nas redes
públicas de educação básica. Suas principais diretrizes estratégicas são:
•. Subordinar a introdução da informática nas escolas a objetivos
educacionais estabelecidos pelos setores competentes;
•. Condicionar a instalação de recursos informatizados à
capacidade das escolas para utilizá-los, desde que seja demonstrada a
existência de infraestrutura física e recursos humanos à altura das exigências
do conjunto Hardware/Software que será fornecido;
•. Promover o desenvolvimento de infraestrutura de suporte técnico
de informática no sistema de ensino público e estimular a interligação de
computadores nas escolas públicas para possibilitar a formação de uma ampla
rede de comunicações vinculada à educação;
•. Fomentar a mudança de cultura no sistema público de ensino fundamental
e médio, de forma a torná-lo apto a preparar cidadãos capazes de interagir numa
sociedade cada vez mais tecnologicamente desenvolvida;
•. Incentivar a articulação entre os atores envolvidos no processo
de informatização da educação brasileira e institucionalizar um adequado
sistema de acompanhamento e de avaliação do programa em todos os seus níveis e
instâncias. (BRASIL, 1997. p.05).
Para Sancho (2006,
p. 21), o computador não somente parece ser “capaz de realizar ações humanas
(calcular, tomar decisões, ensinar), mas toda a atividade mediada por ele pressupõe
o desenvolvimento de capacidades cognitivas e metacognitivas (resolução de
problemas, planejamento, organização de tarefas, etc.) ”. Para
operacionalização destas diretrizes, a escola informatizada teria uma rede
local com estações de trabalho distribuídas pelas suas dependências. Esta rede
deveria ser ligada a um Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), que atuaria
como concentrador de comunicações para as escolas interligadas.
Os NTE’s deveriam estar ligados a pontos de presença
da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), assumindo o papel de Provedor de Internet para
as escolas vinculadas. A ligação com a Internet seria implementada
gradativamente, à medida que a rede e as tarifas o permitissem. Esta função
garantiria aos NTE’s um papel de destaque no processo de formação da Rede
Nacional de Informática na Educação como concentradores de comunicações para
interligação de escolas.
Cada escola
poderia instalar um ou mais laboratórios, equipar salas de aula com um número
variável de microcomputadores (em função de usos pedagógicos específicos), informatizarem
a biblioteca para acesso eletrônico à informação, adquirir equipamentos para gestão
escolar ou disponibilizar microcomputadores para uso de seus professores, na
escola ou fora dela. “Isto porque é necessário difundir a ideia junto aos
docentes em formação de que é imprescindível vincular o computador a um projeto
pedagógico de seu uso”. Desta forma, o computador passa a ser visto como uma
ferramenta pedagógica que será utilizada de acordo com objetivos explícitos nas
diversas áreas curriculares. (SETTE, AGUIAR e ANTUNES SETTE, 1997, p.03).
2.3. A Importância da Informática como Disciplina na Educação Básica
A cada ano que passa, a tecnologia vem adquirindo
mais importância não só no nosso cotidiano, mas também no cenário educacional.
Vivemos em um mundo tecnológico e, assim, a informática torna-se um fator muito
importante na inclusão digital da nossa sociedade. Fróes (1994) afirma que:
Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia,
a Internet, a telemática, trazem novas formas de ler, de escrever e, portanto,
de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode
registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo
datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar
o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como consequência,
a um pensar diferente (FRÓES, 1994, p. 18).
Diante da afirmação acima,
percebemos o quão importante a informática se faz no mundo atual que contribui
para mudanças significativas na maneira de como planejar ou estudar determinada
disciplina e no comportamento e nas formas de pensar e agir.
No livro Using Mindtools
to Develop Critical Thinking and Foster Collaboration in Schools, Jonassen
(1996) afirma que a aprendizagem pode ser classificada das seguintes formas:
Aprender acerca
da tecnologia (learning about) - aqui a própria tecnologia constitui,
ela própria, objeto de aprendizagem (Computer Literacy; conhecimentos e
competências necessários para professores e alunos poderem utilizar uma
determinada tecnologia);
Aprender
através da tecnologia (learning by) - nesta categoria, inclui-se o
software que permite que o aluno aprenda ensinando o computador (por exemplo,
programando o computador através de linguagens como BASIC ou o LOGO);
Aprender com a
tecnologia (learning with) - neste caso, o aluno aprende usando as
tecnologias como ferramentas que o apoiam no processo de reflexão e de
construção do conhecimento (ferramentas cognitivas). Aqui, a questão
determinante não é a tecnologia em si mesmo, mas a forma de encarar essa mesma
tecnologia, usando-a, sobretudo como estratégia cognitiva de aprendizagem (JONASSEN,
1996, p. 23-40).
As iniciativas para o futuro têm por meta incentivar
mais "educadores conectados", indivíduos que utilizam habilmente as
mídias sociais e outras ferramentas on-line, a fim de aumentar o seu
crescimento profissional, bem como para melhorar a sua capacidade de integrar
ferramentas e recursos para a sua sala de aula.
Podemos supor que os educadores ligados tiveram, pelo
menos, uma compreensão da literatura digital em sua formação. Mas um grande
número de professores não é tão imerso ou conectados em plataformas on-line e
conhecimentos de informática. Estes professores devem ser incentivados a
desenvolverem suas competências digitais. As escolas precisam reconhecer que
esta é uma forma de desenvolvimento profissional que necessita de ser
continuamente aperfeiçoado com cursos de atualização. (CORDEIRO, 2010).
Pablos (2006)
afirma que:
A integração das
TIC [Tecnologias da Informação e Comunicação] em processos formativos pode
permitir uma maior flexibilização, mediante o desenvolvimento de opções como:
oferecer aos estudantes o controle do seu próprio processo de aprendizagem;
favorecer o domínio de capacidades no uso das TIC, especialmente quando esse
domínio faz parte dos objetivos da própria atividade formativa; estimular a
interação entre os professores e os estudantes ao dispor de mais canais para
sua comunicação; e, em especial, favorecer uma melhor adaptação dos estudantes
ao plano de trabalho formativo (PABLOS, 2006, p. 75).
Se quisermos
alunos interessados e conectados, e escolas prontas para o futuro, é preciso
saber que a tecnologia é apenas metade da história, é preciso dar importância
ao treinamento e desenvolvimento profissional. Quanto mais os estudantes
crescerem como nativos digitais, maior a necessidade das escolas se adaptarem
às mudanças tecnológicas que passam a desempenhar um papel importante nas salas
de aula, potencializando as capacidades dos alunos para aprender. (CORDEIRO,
2010).
2.4 Cibercultura e Tecnologias Educacionais
Os professores que se utilizam de ferramentas
tecnológicas em sala de aula e passam mais tempo em computadores ou
dispositivos móveis, mesmo durante o horário escolar, incentivam seus alunos a
também utilizarem as tecnologias, estes estarão mais preparados para a
faculdade, para os empregos de amanhã e vão se tornar melhores estudantes e
profissionais. (ROCHA et.al, 2013).
Vivemos hoje a maior revolução do conhecimento de
todos os tempos, o que podemos chamar de era do conhecimento digital e, em meio
a esse turbilhão de informação e comunicação oferecido atualmente pelos
recursos digitais nos deparamos com grandes desafios para a educação. (ROCHA et.al, 2013).
Segundo Pozo (2002), nunca houve tantas pessoas
aprendendo tantas coisas ao mesmo tempo como atualmente. Apreender para a
sociedade atual é uma necessidade constante e urgente, pois as informações se
tornam obsoletas a cada minuto e, isso vem requerer do educador de nossos dias
uma constante formação para poder acompanhar a evolução das tecnologias na
educação.
O professor de hoje necessita estar formado e
consciente do seu papel com relação aos novos recursos que estão disponíveis.
Um bom exemplo disso é a mudança de paradigma no que se refere a espaço
educacional, pois a escola não é mais detentora desse título, “esse espaço” se
faz em qualquer lugar de interatividade com o conhecimento, que é a característica
marcante da cibercultura, termo que segundo Levy (1999) significa o conjunto de
técnicas, de materiais, de atitudes, de modos de pensamento, de valores, que
vão se constituindo e crescendo exponencialmente junto com o desenvolvimento do
ciberespaço.
Os ciberespaços ampliam as possibilidades de
construção do conhecimento ao disponibilizar ambientes e sistemas de produção
colaborativa e interativa, o que viabiliza de forma mais rápida a troca e o
acesso a conteúdos em formatos diversos como compartilhamento de arquivos
(músicas, filmes, fotos), fóruns de discussão, comunidades virtuais, entre
outros. (NETO, 2012).
Apropriado da cultura digital, o professor poderá
transformar sua prática pedagógica, pois além de poder estar em constante
formação pessoal, o mesmo também pode incorporar as novas formas de ser e agir
da juventude pós-moderna, a chamada geração de “nativos digitais”, pessoas que
já nasceram na “era digital” e que já trazem aflorado em si essa cultura e
muitas vezes encontram na escola professores totalmente alheios ao uso das
tecnologias. (NETO, 2012).
Moran (2000), afirma que se faz
urgente que o professor compreenda essa nova mudança e incorpore nova visão de
tempo e de espaço sobre a construção do conhecimento e a transmissão e circulação
das informações, pois com o advento da cibercultura e da web 2.0, que nos
permite interagir em tempo real, já temos possibilidade de trabalhar com
produções coletivas, de interagir nos fóruns de discussões e do uso de
diferentes meios de comunicação envolvidos no processo de produção de
conhecimento sobre determinado assunto.
Dessa forma, concluímos dizendo que o essencial disso
tudo não é apenas o avanço tecnológico, mas a construção de um novo estilo de
pedagogia baseado na interatividade, ou seja, na participação, na cooperação,
na multiplicidade de conexões e nas novas formas de pensar, escrever, ler e
agir que incorpora a flexibilidade e a interatividade tanto do espaço da sala
de aula como fora dela.
2.5 A Integração da Tecnologia com a
Pedagogia
A integração da tecnologia no ensino e aprendizagem se
tornou necessária. Desculpas comuns para justificar o uso limitado da
tecnologia, não podem mais serem aceitas, como a falta de computadores, falta
de habilidade no manuseio e a intimidação que ele provoca em alguns professores.
A integração de tecnologia a pedagogia aos currículos
escolares ainda é pouco percebida e que essa percepção pode dificultar a
compreensão e interesse por parte dos professores no âmbito de aplicação da
tecnologia na educação. A integração da tecnologia deve ser considerada
juntamente com as questões envolvidas no ensino e aprendizagem. (MIRANDA,
TONINI, 2013).
Essas questões incluem o desenvolvimento de objetivos
de aprendizagem, a seleção de métodos de ensino, feedback, avaliação e
estratégias de avaliação, incluindo as atividades de acompanhamento. A tecnologia
utilizada para o ensino e aprendizagem deve ser considerada como ferramenta
potencializadora da aquisição de conhecimento em sala de aula.
2.5. As Novas Ferramentas Tecnológicas
na Educação
A tecnologia tem aumentado à intensidade e
complexidade de ambientes Educacionais, no século XXI as crianças alfabetizadas
possuem uma vasta gama de habilidades e competências, a comunicação através de
hipertextos é comum nas redes sociais e podem ser expandidas as salas de aula
virtuais, múltiplas, dinâmicas e maleáveis. A tecnologia na educação
é comumente definida como; um dispositivo técnico ou ferramenta utilizada para
promover o aprendizado. A tecnologia educacional pode incluir mídia, modelos
projetados e não projetados, ser visual através de imagens, sonora e dinâmica
utilizando áudio e vídeo ou o conjunto de todos com a mídia digital. (CORDENONSI,
BERNARDI, 2010).
Os educadores não podem ter uma visão restritiva e classificar
a tecnologia educacional, principalmente computadores e periféricos de
computador com seus softwares relacionados e voltados para ensino e
aprendizagem como ferramentas supérfluas em salas de aulas. Esta definição não
leva em consideração os princípios pedagógicos nos quais as aplicações de
diversas tecnologias se baseiam. Tal definição é limitada porque isola
tecnologia de processos pedagógicos que se destina a apoiar toda a cadeia de
ensino. (CORDENONSI, BERNARDI, 2010).
É de suma importância conectar as tecnologias digitais
com os objetivos de aprendizagem e métodos de ensino, levar em conta o estilo
de aprendizagem e avaliação, incluindo procedimentos de acompanhamento durante
o processo de ensino. Especificamente, a integração da tecnologia deve incorporar
a habilidade tecnológica com a capacidade de usar conhecimentos pedagógicos,
como base para integrar a tecnologia no ensino e aprendizagem.
Isto implica
que os professores devem desenvolver estratégias para motivar os alunos e para
mantê-los focados na forma de aprender, pois o professor deve considerar que
diferentes alunos preferem diferentes estilos de aprendizagem e que eles
aprendem em ritmos diferentes. Costa (2007) destaca que os alunos leitores do século XXI fazem com que professores careçam de novas
adaptações tecnológicas:
1. Desenvolver
competência com as ferramentas de tecnologia digitais.
2. Estabelecer relacionamentos
com os outros para colocar e resolver problemas de forma colaborativa em redes
interconectadas.
3. Projetar e compartilhar
informações através de comunidades globais para atender a uma variedade de
propósitos.
4. Gerenciar, analisar e sintetizar múltiplos fluxos de informações
simultâneos.
5. Criar, criticar, analisar e avaliar textos multimídia.
6. Atender às responsabilidades éticas exigidas por esses ambientes
complexos. (COSTA, 2007, p. 59).
Os alunos
de hoje são “nativos digitais”, vivem, crescem e aprendem interagindo com a
família e a sociedade através das redes sociais e dos dispositivos de
multimídia.
Gomes
(2013, p. 01) expõe que:
O
Brasil é o país que possui a quarta maior população do mundo de “nativos
digitais”, jovens que cresceram acompanhando de perto a expansão da internet e
estão acostumados às muitas mudanças trazidas pela web. O Brasil possui pouco
mais de 20 milhões de “nativos digitais”, que formam um grupo apenas menor aos
da China (75,2 milhões), Estados Unidos (41,3 milhões) e Índia (22,6 milhões).
Na geração X encontraram-se
pioneiros da Internet, este professor já utiliza o Facebook, Myspace, Twitter, WhatsApp e pode utilizar até o YouTube
para chegar aos seus alunos, é preciso haver uma mudança na formação acadêmica,
é
importante que os professores usem uma variedade de métodos de ensino, conhecer
é um processo e não um produto e os alunos devem ser ensinados a usar o
conhecimento adquirido e suas novas habilidades, bem como para avaliar
criticamente e modificar tal conhecimento.
Em outras palavras, os
professores devem ser capazes de envolver os alunos em uma experiência de
aprendizado exploratório que é projetado para estimular o pensamento.
Cysneiros (1996) enfatiza
que,
O
educador também poderá aprender com algum aluno ou aluna, que já domina a
ferramenta fora da escola, constituindo-se em ótima oportunidade para início de
novas relações entre aluno e professor. No mundo complexo de hoje, todos nós
temos algo a ensinar e a aprender, independente de sexo, idade, posição social,
e a escola devem aproximar-se da vida também neste particular. (CYSNEIROS,
1996.p. 5).
2.7. Busca e Acesso à Informação
O computador através
principalmente da Internet e suas páginas na web, apresenta um dos mais
eficientes recursos para a busca e o acesso à informação. Existem hoje
sofisticados mecanismos de buscas que junto com os dispositivos digitais, inteligentes
e móveis, permitem encontrar de modo muito rápido as informações existentes nos
bancos de dados de sites, localizados em diversas partes do planeta, ou em CD-ROM
e Bibliotecas Virtuais. (MORAN, 2001).
O mundo virtual
torna-se indispensável no dia-a-dia por ser muito dinâmico e acessível. Através
da internet o mundo ficou pequeno e as distâncias geográficas e culturais
diminuem, o mundo dos homens torna-se uma imensa comunidade diante de uma tela.
Quanto mais mergulhamos na sociedade da informação, mais rápidas são as
demandas por respostas instantâneas. As pessoas, principalmente as crianças e
os jovens, não apreciam a demora, querem resultados imediatos. Adoram as
pesquisas síncronas, as que acontecem em tempo real e que oferecem respostas quase
instantâneas. (MORAN, 2001, p.20).
A informação não está
mais isolada, é disponibilizada de forma organizada em tutoriais sobre
disciplinas específicas. Porém, somente ter acesso à informação não significa
que o aprendiz compreenda o que encontra nas pesquisas em web textos. No caso
dos tutoriais, a informação é organizada de acordo com uma sequencia pedagógica
e o aluno precisa seguir essa sequencia para assimilar seu conteúdo.
Leite (2000) aborda:
Sabemos que o conhecimento não é uma condição inata do ser humano, nem
algo pronto e externo a si próprio. Tampouco nos contentamos em considerá-lo
como uma construção ordenada e linear. Entendemos o conhecimento como o
resultado de uma rede de relações sociais, culturais, físicas e simbólicas; em
que diferentes influências e fatores constituem os objetos de conhecimento e os
sujeitos cognoscentes. Assim, o homem é criador e criatura da sociedade;
produto de suas próprias produções e de suas instituições. E o conhecimento
acontece em uma rede, com muitos fios e diferentes tramas. (LEITE, 2000, p.01).
Nos softwares em
geral, as informações são organizadas na forma de hipertextos (textos
interligados). O aluno pode seguir uma sequencia predeterminada ou pode
escolher o caminho a ser adotado, há uma disposição antecipadamente produzida
da informação disponível. A interação entre o aprendiz e os sistemas
computacionais consiste na leitura da tela (ou escuta da informação fornecida),
no progresso da sequencia de conhecimento do conteúdo e na escolha de informação
e/ou na resposta de perguntas que são fornecidas ao sistema, ele não está
descrevendo o que pensa, mas decidindo entre várias possibilidades oferecidas.
2.6. Problemas de Integração da
Tecnologia no Processo Educativo
A combinação da tecnologia sem fio a computação móvel,
está promovendo crescentes transformações no mundo educacional. A questão é
como essas tecnologias móveis afetam o meio ambiente, a pedagogia, o processo
de aprendizagem, e a vida na escola? Para responder a esta pergunta, devemos avaliar
de forma critica a situação do ensino atual.
A tecnologia se corretamente utilizada, ajuda os
educadores, especialmente os inexperientes a entender as questões pedagógicas, e
melhora o processo de ensino e aprendizagem. É importante ter professores com
habilidade tecnológica, também é importante orientá-los sobre como usar essa
habilidade para apoiar a aprendizagem.
Inserindo as tecnologias da informação e comunicação no
currículo é possível acarretar um impacto sobre a aprendizagem dos alunos, apesar
da tecnologia não ser considerada como um componente de estudo. A tecnologia
não deve ser tratada como uma entidade separada, mas deve ser considerada como
parte integrante das ferramentas utilizadas no processo educativo.
Sette, et.al
(1997), diz que no ensino e aprendizagem, a tecnologia deve ser aplicada como
um processo e não como uma parte única, isolada e discreta. Processo é uma
série de ações, mudanças, funções trazendo um resultado. A tecnologia na
educação não é um mero objeto a ser introduzida nas atividades de ensino e
aprendizagem à vontade, sem considerar princípios básicos de aprendizagem e
metodologia de ensino.
Um educador pode
não entender qual o propósito da integração da tecnologia e como ela poderia
ser aplicada, é mais provável de alcançar o sucesso em um ambiente de
aprendizagem baseado na tecnologia. A tecnologia não pode apoiar a aprendizagem
sem professores que saibam como usá-la e integrá-la em área específica do conhecimento.
Constata-se que um dos problemas está na formação dos
educadores, que, obviamente, não foram preparados para o uso da informática,
daí a resistência às mudanças. Estamos acostumados e sentimo-nos seguros com o
papel habitual de comunicar ou transmitir algo que conhecemos bem.
Mas a sociedade, queiramos ou não, cobra posturas
diferentes. Diante deste conflito, observamos a precariedade em que se encontra
o ensino público. Não é nem a questão de informatizar ou não as escolas que irá
resolver os problemas educacionais. O centro deste processo está no educador.
Conforme Moran:
Faremos
com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros,
com a vida. Se somos pessoas abertas, iremos utilizá-las para nos comunicarmos
mais, para interagirmos melhor. Se somos pessoas fechadas, desconfiadas,
utilizaremos as tecnologias de forma defensiva, superficial. Se somos pessoas
autoritárias, utilizaremos as tecnologias para controlar, para aumentar o nosso
poder. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias, mas nas
nossas mentes. (MORAM. 2000, p. 63).
O treinamento em
tecnologias deve ir além, com foco na aquisição de habilidades técnicas, mas
deve ser dada atenção para as estratégias instrucionais, necessários para
infundir competências tecnológicas no processo de aprendizagem, o treinamento
em tecnologia tende a se concentrar em aplicações de computador, tais como
processamento de texto, planilhas e pesquisa na Internet.
Muitos professores
estão com fome para usar a tecnologia em suas salas de aula, mas eles não o
fazem. Enquanto parte desta falta de uso decorre de problemas com a reforma da
educação, que emerge de administradores e conselhos de educação que não
compreendem plenamente as próprias tecnologias. Outra parte dos professores não
usa a tecnologia na sala de aula, devido ao simples fato de que eles não sabem
como utilizar as tecnologias, e muito menos como incorporar essas tecnologias
em suas salas de aula.
6. CONCLUSÃO
A
partir deste estudo é possível concluir que as Tecnologias da Informação e
Comunicação Digitais, presentes na sociedade, devem ser utilizadas pela escola
no processo educacional. Para que isso aconteça, faz-se necessário que na
escola haja um professor, habilitado em tecnologias educacionais, este
profissional tem por função orientar, estimular e coordenar a utilização das
ferramentas tecnológicas, utilizadas por professores e alunos.
Esse professor necessita adquirir
conhecimentos técnicos para prestar suporte aos equipamentos de hardware e
softwares voltados ao ensino, nesse caso cito a televisão, o computador, os
telefones celulares inteligentes e a Internet Wireless.
As
tecnologias como a Internet, a pesquisa, os simuladores de realidade virtual e
a disponibilidade de acesso à informação em tempo real, pode tornar-se
ferramenta aliadas a educação, e voltadas para a formação de cidadãos
conscientes, ativos, criativos e críticos. Faz-se imprescindível que nossos
professores esqueçam a cópia, a repetição e a passividade diante do quadro
negro, hoje mais que antes é preciso estimular o desenvolvimento, a
criatividade, a reflexão, a crítica, e praticar através das redes sociais,
presentes no mundo digital.
É proveitoso incentivar a participação e
colaboração ativa através dos equipamentos digitais entre alunos e professores.
Muitas escolas possuem a salas informatizadas e computadores com acesso à
internet, a grande maioria possui projetores que podem exibir filmes, vídeo
aulas e documentários, diretamente da internet, mas ainda precisa de
professores que dominem a tecnologia, entendam de hardware e de software e queiram
usar esses recursos para ensinar.
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