sexta-feira, 13 de março de 2015

FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS

FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
Autor: Alceu Bernardino Rodrigues
Prof. Orientador: Viviana Paula Perego
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Curso Licenciatura em Informática – Trabalho de Graduação
14/03/2015
1.    INTRODUÇÃO
           
            A Internet e os computadores aos poucos adentram a sala de aula, a escola não está isolada da tecnologia, temos salas de vídeo com acesso à Internet, salas informatizadas com seus computadores multiterminais, Linux Educacional, Internet e impressora onde os alunos pesquisam, produzem e imprimem seus trabalhos escolares. A Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina contrata professores de Tecnologias Educacionais. Esses ACTs, possuem contrato válido por 10 meses e através de provas classificatórias, são recontratados no ano seguinte.

O objetivo geral da pesquisa é a formação do professor em tecnologias educacionais, focando principalmente nos professores de tecnologias educacionais e informática educativa da rede estadual de ensino do Estado de Santa Catarina. Esses professores promovem o uso das TICs, (tecnologias da informação e comunicação), no processo de ensino e aprendizagem, através da atuação deste profissional as novas ferramentas tecnológicas auxiliam professores, alunos e escola, assim fazem parte do processo educacional.

A metodologia aplicada neste trabalho é a pesquisa bibliográfica através de autores consagrados na área de informática educativa, com muitas obras sobre  a prática docente, com ênfase na formação de professores que ensinam alunos nativos digitais rodeados de tecnologias na sala de aula, as novas tecnologias podem auxiliar no desenvolvimento cognitivo e ir além do aspecto instrumental, essas novas formas de transmissão e assimilação de conhecimentos devem ser aprimoradas a cada instante e certamente utilizadas no ensino curricular tradicional, promovendo a construção da autoconfiança e autonomia do aprendiz.

Considerando que escola precisa renova-se constantemente, ser moderna, incentivar métodos e ideias inovadoras e utilizar esses novos dispositivos inteligentes, os Smartphones e Tabletes que já estão nas mãos das crianças e adolescentes em sala de aula. O professor de tecnologias promove e dá suporte técnico a essas novas ferramentas de comunicação eletrônica, presente na sociedade, é possível ensinar utilizando as novas tecnologias e elas podem auxiliar os alunos na aquisição de novos saberes.

           Para atuar como professor orientador de tecnologias educacionais ou professor de informática, esse deve habilitar-se através de cursos de licenciatura em informática/computação. Deve desenvolver habilidades técnicas e pedagógicas, precisa saber configurar e fazer pequenos reparos nos equipamentos para assim utilizá-lo de forma eficaz, além de promover a inserção das novas tecnologias no processo educativo.

Essa pesquisa mostra a importância do professor de tecnologias na quebra de velhos paradigmas educacional incompatíveis com os alunos atuais, Apesar de ainda haver muitos alunos sem acesso a tecnologia e Internet em casa, nas escolas temos as salas informatizadas onde o professor de tecnologias auxilia esses excluídos digitais a utilizarem os computadores, a pesquisar e fazer trabalhos, promovendo a inclusão digital, o uso da Internet, da pesquisa, e da construção do conhecimento em grupo e seu compartilhamento em rede, utilizando as ferramentas de comunicação e informação atuais.

Os alunos de hoje são nativos digitais, vivem, crescem e aprendem interagindo com a família e a sociedade através das redes sociais e dispositivos multimídias. Com esses novos meios de comunicação utilizando a internet, utilizando os smartphones, tabletes e computadores em rede, podemos utilizar a pesquisa online em tempo real, superando limitações físicas e de espaço, auxiliando a aquisição do conhecimento com conteúdo diversificado e abrangente.


2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Jose Armando Valente: Doutor pelo Departamento de Engenharia Mecânica e Divisão para o Estudo e Pesquisa em Educação do Massachusetts Institute of Technology MIT (1983). Em comunidades de aprendizagem baseadas nas tecnologias da informação e comunicação (TIC), desenvolvimento de metodologia de formação baseada nas TIC para ser utilizada em escolas e em empresas, estudo do potencial das TIC como ferramenta educacional.

           Gilberto Lacerda Santos: Doutor em Sociologia do Conhecimento Científico e Tecnológico pela Universidade de Brasília (2001); Ph.D. em Educação pela Universidade Laval (Canadá, 1995); Mestre em Tecnologias na Educação, com ênfase em Inteligência Artificial, pela Universidade Laval (Canadá, 1991). Sua produção científica são inovação científica e tecnológica em informática na educação, formação de professores, sociedade da informação, inovações educativas.

            Fernando José de Almeida: Doutor em Educação e Filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1984). Pós-doutorado bolsa CNRS/CAPES, em Lyon, França (1987). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Informática, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, informática, formação de professor e ensino-aprendizagem.

           Juana Maria Sancho: Doutora em Filosofia e Ciência da Educação, professora titular de Currículo e Novas Tecnologias. Autora do livro “Para uma nova tecnologia educacional.”.

            Glaucia da Silva Brito: Mestre em Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (1997) e Doutorado em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002). Tem experiência nas áreas de Educação e Comunicação, com ênfase em Tecnologias da Informação e Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: Comunicação e tecnologias, tecnologias na educação, o professor e as tecnologias de informação e comunicação, educação a distância e formação do professor na inclusão digital.

           Sônia Schechtman Sette: Doutora em Matemática pela Universidade de Montpellier, França. Membro da Comissão Estadual de Informática na Educação de Pernambuco. Coordenadora de Informática na Educação, Espaço Ciência - Secretaria de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente – PE. Assessora Técnico-pedagógica em Informática na Educação.

             Marina Graziela Feldmann: Doutora em Educação (Currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Coordenadora Institucional do Parfor (Capes -Mec) -Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica. Tem experiência na área de Educação atuando principalmente nos seguintes temas: currículo, formação docente, escola brasileira e gestão.










3. REFERÊNCIAS

TAFNER, Elisabeth Penzlien; SILVA, Everaldo. Metodologia do Trabalho Acadêmico. Indaial: UNIASSELVI, 2011.

HERNÁNDEZ, Fernando. Por que dizemos que somos a favor da educação se optamos por um caminho que deseduca e exclui? In: SANCHO, Juana Maria et al. Tecnologias para transformar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.

BRITO Gláucia da Silva; PURIFICAÇÃO, Ivonélia da. Educação e novas tecnologias: um repensar. Curitiba: IBPEX, 2006.

SETTE, Sonia Schechtman; AGUIAR, Márcia Angela; SETTE, José Sérgio Antunes. Formação de professores em informática na educação: um caminho para mudanças. Coleção Informática para a Mudança na Educação. Brasília: MEC/SED-USP, 1999.

FELDMANN, M. G. Formação de professores e cotidiano escolar. In: Formação de professores e escola na contemporaneidade. São Paulo: Editora Senac, 2009; p. 79, 80.

ALMEIDA, F. J. Educação e informática: os computadores na escola. São Paulo: Cortez, 1990.

SANTOS, Gilberto Lacerda; FERREIRA, Márcio; CASTRO, Wanessa de. A pedagogia de projetos como estratégia de inclusão digital de professores. Revista Educação e Cidadania. Porto Alegre, ano 11, n. 11, p. 31-54, 2009.

VALENTE, J.A. (1999b). A Escola que Gera Conhecimento. Em I. Fazenda, F. Almeida, J.A. Valente, M.C. Moraes, M.T. Masetto, & M. Alonso, Interdisciplinaridade e Novas Tecnologias: formando professores. Campo Grande, MS: Editora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. p. 75-119.

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