domingo, 3 de março de 2013

O Uso do computador nas escolas

1 INTRODUÇÃO

          O Uso do computador nas escolas e as novas tecnologias na educação é recente, e não existe um fim. Sempre serão desenvolvidos novos meios e formas de realizar a educação de forma diferente da que normalmente conhecemos.
O computador é uma máquina. Ele trabalha com números registrados por sinais elétricos. Da mesma forma que hoje a ciência persegue e consegue transformar em números vários processos da natureza, o computador pode representar através de números uma grande amplitude de símbolos das mais variadas linguagens. Representando uma infinidade de ideias e tendo aplicações em quase todos os tipos de tarefas. Dessa forma, se faz urgente um processo de educação tecnológica de professores e outros agentes educativos que os habilite a utilizar as ferramentas que de fato são as usuais nos nossos dias.
Pesquisar sobre este tema é um desafio de total relevância social, pois os avanços científicos e tecnológicos são inevitáveis e o profissional que não se especializar estará excluído não só do mercado de trabalho, mas também de manter-se competitivo. Desta forma faz-se necessário contribuir com informações e sugestões sobre o papel da informática no cotidiano, sua importância na construção do conhecimento e na elaboração dos projetos educacionais como poderosa ferramenta para as novas estratégias de aprendizagem.
A educação tem como meta romper com a inércia, construir conhecimentos, criar conexões, relacionar fatos, analisar argumentos, questionar algumas verdades, descobrir ou inventar outras. Os meios de comunicação, quando usados para a educação podem romper com a estagnação, provocando movimento nos alunos e nos professores.
As novas mídias oferecem infinitas alternativas e possibilidades de um universo colocado à disposição da escola. É necessário conhecer e saber escolher a mensagem com que se vai trabalhar. Estratégias, planejamentos e projetos pedagógicos são instrumentos fundamentais nessa decisão, a qual cabe ao educador.

2 CONTEXTO HISTÓRICO DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO

O desenvolvimento tecnológico trouxe mudanças na sociedade brasileira no início da década de 1980. A informática surge com força determinante, mudando os conceitos de comunicação, informação e educação, visto que o computador chegou para assumir um papel de destaque na vida social da geração do conhecimento e da informação.
Os anos 80 marcariam o estágio embrionário do desenvolvimento da informática no Brasil. Na época os autores introduziram ideias de que era necessário tomar medidas que preparassem a sociedade para as transformações que estariam acontecendo em decorrência da introdução maciça do computador no meio social.
Havia um movimento de preocupação dos educadores quanto à entrada dos computadores nos mais diversos segmentos da escola. Foi nesse contexto de mudanças que se fez necessário a reavaliação de políticas públicas educacionais que deveriam englobar as medidas fundamentais para que a sociedade soubesse fazer bom uso dos equipamentos de informática, preparando-se para as transformações sociais e culturais que surgiriam do seu uso.
Na área educacional, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) estabelece políticas e diretrizes para a educação na área de Informática. São formadas comissões de especialistas, entre eles educadores e profissionais da ciência da computação, para detectar as possibilidades do uso e aplicação da informática nas instituições de ensino.
Com o uso do computador em praticamente todas as áreas de atividades produtivas, era necessário introduzir disciplinas e cursos de formação para atender a demanda crescente do uso adequado dos equipamentos tecnológicos. No primeiro Seminário de Informática na Educação, realizado na Universidade de Brasília, em agosto de 1981, várias sugestões foram feitas e algumas até hoje são pertinentes:
•    Recomendou-se o uso do computador na educação seja delimitado por valores culturais, sociopolíticos e pedagógicos condizentes com a realidade brasileira, uma vez que o software educacional importado traz embutido, muitas vezes de forma dissimulada, comprometimentos culturais, políticos e ideológicos que podem ser indesejáveis;
•    Recomendou-se a implantação de centros-piloto de informática na educação, de natureza interdisciplinar, junto a universidades com capacitação tecnológica nas áreas de informática e educação;
•    Sugeriu-se projetos que cobrissem as diferentes regiões do país e que neles se dessa ênfase à formação profissional, para consolidar a implantação do projeto inicial;
•    Recomendou-se que os investimentos no uso do computador na educação não fossem direcionados para outros fins;

       Ponderou-se que a utilização de computadores na educação, embora traga vantagens, não deve, de modo algum, ser vista como um recurso único capaz de solucionar os problemas da educação básica e de suprir a insuficiência de recursos instrucionais ou de docentes. Observou-se que os avanços dos padrões tecnológicos vividos no início dos anos 80 poderiam trazer resultados à educação, visto que melhoraria o desempenho e a qualidade educacional. Em todo esse processo da informática na educação era fundamental que houvesse uma preparação dos profissionais envolvidos no sistema. Apesar das vantagens trazidas pelo computador ele não amenizou os problemas educacionais brasileiros.
Os participantes do Segundo Seminário de Informática na Educação, realizado em agosto de 1982, foram divididos em quatro grupos, os quais abrangiam: aspectos socioeducacionais; Aspectos pedagógico-educacionais; Aspectos psicológico-educacionais;  Aspectos relacionados à informática. O grupo que direcionou os aspectos socioeducacionais comprovou a implantação dos centros-piloto de informática na educação, vinculados a centros universitários e de caráter interdisciplinar.
O grupo que discutiu os aspectos pedagógico-educacionais reconheceu como definitiva a decisão de se criarem os centros-piloto e passou a sugerir diretrizes gerais para seu funcionamento. O grupo entendeu que o computador deveria ser utilizado de forma prioritária para auxiliar o desenvolvimento da inteligência do aluno, possibilitando-lhe dominar as habilidades intelectuais específicas requeridas em cada área do conteúdo. O computador no processo educacional deve ser encarado como um recurso tecnológico auxiliar.
O grupo que tratou dos aspectos psicológico-educacionais buscou refletir sobre duas questões: 1.   A introdução do computador na escola pode contribuir para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem? 2.   Em caso afirmativo, de que forma? O grupo que discutiu sobre a informática recomendou que as experiências-piloto fossem realizadas sempre com equipamentos, tecnologia e recursos humanos nacionais. O encontro serviu para ressaltar as questões quanto à formação de recursos humanos e a implantação de projetos-piloto com perfis multidisciplinares.
O MEC traçou diretrizes para o estabelecimento da política de informática no setor da educação, cultura e desportos. No ano seguinte, criou-se a Comissão Especial nº 11/83 – Informática na Educação, que convocou as instituições de ensino superior brasileiras a apresentar projetos para a implantação de centros-piloto nas universidades que dispusessem a investigar a utilização do computador como instrumento auxiliar no processo de ensino/aprendizagem.
Nos anos seguintes, as universidades que tiveram seus projetos aprovados pela Comissão Especial de Informática na Educação se comprometeram a fazer um trabalho sério, de pesquisa, envolvendo pessoal da área de Informática, Educação, Psicologia da Aprendizagem e do Desenvolvimento, Sociologia Educacional e outros. Os projetos procuraram adequar-se aos princípios orientadores recomendados nos dois seminários nacionais de Informática na Educação.
No final dos anos de 1980 o computador já era uma realidade na sociedade brasileira, sendo utilizado para os mais diversos fins e nos segmentos das áreas econômicas, educacionais, da saúde, no setor de serviços, na agricultura e pelo Estado para racionalizar suas atividades administrativas. Na década de 1990 chegam ao mercado produtos de informática com a mais avançada tecnologia. São equipamentos caros para os padrões das economias populares. Observa-se que nesse período, as escolas privadas fazem grandes investimentos na aquisição de computadores e equipam seus ambientes escolares com o que há de mais moderno no campo da Informática.
Com o fenômeno da globalização e do maior uso dos computadores no mundo, ficou difícil não aceitar a realidade que a Era do Conhecimento estava presente. Pondera-se que comunicar com qualidade tornou-se prioridade e as tecnologias da informação devem ser dominadas pelos indivíduos. Compreende-se que o computador veio para contribuir para a melhoria do processo de ensino/aprendizagem. Ressalta-se que os equipamentos de informática são prioridades nas escolas da Era da Informação.
Desta forma, a escola incorporando os computadores passará a ser um lugar mais atraente para os alunos, que não acharão tanta diferença com o resto das atividades sociais que participam. É o fascínio com a novidade que apresenta vários desafios, tornando o computador uma ferramenta muito útil no sistema de ensino.
Nota-se que o processo de informação nas escolas é um fenômeno global, resultado do desenvolvimento tecnológico e da rapidez da informação Portanto, confirma-se que a informação na educação é um fato irreversível. Nesse sentido, os educadores devem oferecer a melhor preparação possível aos alunos, para que possam ter oportunidade de se conectar com a sociedade tecnológica. Neste ambiente social, altamente informatizado, o conhecimento operacional do computador torna-se uma necessidade na formação profissional de cada indivíduo.
Cabe ao MEC e suas secretarias estaduais não se distanciarem da informática, já que ela se renova a cada instante e as escolas precisam acompanhar essa evolução tecnológica, podendo prejudicar o desenvolvimento futuro da rede oficial de ensino no Brasil. Entende-se que a escola do século XXI deve direcionar seu foco de atenção à preparação dos alunos e professores para o manuseio dos novos recursos tecnológicos que chegam ao mercado. O ambiente escolar deve estimular seus alunos a fazer uso dos computadores e outros equipamentos de informática para que possam se familiarizar com o desenvolvimento tecnológico.
Observa-se que a informática tem sido valorizada na educação e na sociedade, já que o mundo se comunica e se informa com o uso dos computadores. O contato orientado da criança com o computador em uma situação de ensino/aprendizagem contribui positivamente para a aceleração de seu desenvolvimento cognitivo e intelectual, em especial no que diz respeito ao raciocínio lógico e formal, à capacidade de pensar com rigor e de modo sistemático, à habilidade de inventar e encontrar soluções para problemas.
Reflete-se quanto ao seu uso em sala de aula. Assim sendo, ressalta-se que o computador é um recurso a mais, que pode ser utilizado, dependendo da pedagogia em que se acredite e do que se deseja alcançar do aluno. Analisa-se que no atual estágio do desenvolvimento tecnológico em que se vive, a escola tem o dever de preparar seus professores para orientar os alunos ao uso adequado do computador, tirando o maior proveito de seu funcionamento. A informática deve ser um recurso que viabilize informações e possa auxiliar o processo educativo.

2.1 NOVAS TECNOLOGIAS
          Podemos entender como novas tecnologias aplicáveis à educação, tudo o que é capaz de estabelecer comunicação entre as pessoas e/ou proporcionar conhecimento. A informática possui grande potencial para desenvolvimento de novas tecnologias aplicáveis a educação, porém, existem outras tecnologias não informatizadas, que são consideradas novas.  Devemos estar atentos até mesmo para as tecnologias antigas. Elas podem ser utilizadas de forma inovadora, constituindo-se importante elemento educacional.


2.2 QUAL É O MOTIVO DE CONHECER NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO?

          O mundo não é o mesmo de cinco anos atrás e é completamente diferente do que existia a 25 anos. Muitos devem se lembrar daquele tempo, onde a Internet era utilizada apenas por pesquisadores de elevado nível, em centros acadêmicos. Sua utilidade principal era a comunicação entre eles.  Quem tinha computador em casa na década de 80? Pouquíssimos privilegiados. O melhor computador daquela época era tal de “XT”, que usava o sistema operacional DOS. Este sistema obriga o usuário, a saber, uma série de comandos, um para cada tarefa a ser realizada. Atualmente o computador é considerado um eletrodoméstico de uso múltiplo.
         Os primeiros sites com propaganda eram rejeitados. Hoje acessamos a Internet para verificar preços e comprar coisas.   Atualmente temos uma geração que nasceu com o computador a sua disposição. Ele usa em casa, na escola, no trabalho, no quiosque, etc.

2.2.1 Mudança

          Nunca, em qualquer tempo, esta palavra foi tão utilizada em todas as áreas do conhecimento. A evolução da espécie humana ocorre em função da passagem do conhecimento de uma geração para outra. Neste caminho, são agregados novos conhecimentos e formas de aplicação dos já conhecidos.
   Um caso bastante interessante é a descoberta da luz. Seu descobridor jamais pensou em computadores, aparelhos celulares, robôs, etc. Tudo o que surgiu após a sua descoberta não teria sido possível. Devemos ter consciência que será assim sempre. Muitas coisas estão aguardando para serem descobertas. Presenciaremos o surgimento de novas e importantes tecnologias, muitas delas aplicáveis a educação.

2.3 JUSTIFICTIVAS USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Existem vários motivos que justificam o uso de tecnologias na educação. Não são mais admissíveis educadores que praticam apenas aquelas aulas que utilizam unicamente giz e quadro negro, pois são pouco atrativas.
No passado as pessoas possuíam menor qualificação profissional por não terem acesso à educação em suas cidades de origem, este fato ainda é muito comum. As instituições, sejam elas governamentais ou não, possuem dificuldades financeiras e estruturais para ministrarem cursos, numa localidade distante, com a finalidade de qualificar um número reduzido de alunos.
Em contraposição com o ensino baseado na memorização de fatos e de conceitos abstratos, impõe-se a exigência de que a escola passe a ensinar o trabalho em grupo e a proporcionar o desenvolvimento de múltiplas competências e habilidades, ou seja, o sistema escolar deve formar cidadãos capazes de aprender a aprender, aprender a trabalhar em grupos, aprender a pensar e a agir crítica e criativamente, aprender a ter iniciativa própria.
A educação é em qualquer tempo, caminho fundamental para o desenvolvimento pessoal, humano, econômico e político do indivíduo, gerando oportunidades sociais. O desenvolvimento de uma sociedade é analisado pelo tipo de educação que oferece. Quanto ao desenvolvimento de competências (PERRENOUD, 2000) afirma: “Para desenvolver competências é preciso, antes de tudo, trabalhar por resolução de problemas e por projetos, propor tarefas complexas e desafios que incitem os alunos a mobilizar seus conhecimentos e, em certa medida, completá-los”. Desta forma não havia o acesso à informática nem à Internet; a própria energia elétrica era muito limitada em algumas localidades e os satélites não tinham tecnologia de ponta como na contemporaneidade.



2.3.1 Educação à distância

A educação à distância assume grande importância no contexto atual brasileiro e mundial. Muitas pessoas desejam se qualificar, porém não podem se deslocar até os centros de estudo onde podem encontrar os cursos que desejam. Atualmente, poucos são os que possuem tempo suficiente para se dedicarem exclusivamente ao estudo em outras cidades.
 Muitos profissionais, não continuam atualizados em função da indisponibilidade de realizarem estudos. Os custos de realizar estudo presencial são elevados; mesmo em universidades e instituições que oferecem cursos sem custos. É necessário se deslocar até lá, realizar algumas despesas, tais como xerox, lanche, etc.
 Imagine o tempo que um estudante passa em média dentro de um meio de transporte para ir e voltar da escola. Quem gasta apenas uma hora, entre esperar o transporte e o trajeto, gastará cerca de 40 horas mensais. Isto é a jornada de trabalho de uma semana! Caso este tempo fosse dedicado ao estudo, proporcionaria grande conhecimento.
 Devemos pensar também que uma instituição que realiza cursos à distância tem seus custos bastante reduzidos, podendo reduzir também seu custo aos alunos. Infelizmente são poucas as instituições que estão preparadas para oferecer cursos à distância. Os motivos são vários. Outras praticam apenas alguns poucos cursos, para públicos muito específicos. As instituições de ensino andam de forma lenta, porém muitas empresas de grande porte estão aproveitando novas tecnologias para realizarem a qualificação e atualização de seus funcionários.

2.3.2 Cuidados com o uso de tecnologias

É muito importante o cuidado na utilização de novas tecnologias. Devem ser observados vários cuidados para que não se perca a utilidade, e mesmo o tempo utilizado para o desenvolvimento do material e o tempo da audiência.
a) Cuidados básicos a serem observados em apresentações de conteúdo: - Clareza: O conteúdo deve ter sentido e clareza. Existem conteúdos que são formados por gráficos, organogramas, textos extremamente curtos, que impossibilitam uma pessoa de compreender o conteúdo sem a apresentação.
- Adequação à mídia; Este é o erro grave e comum. Existem apresentação em transparência, data-show ou outros formatos que simplesmente não podem ser lidas! Nem mesmo por quem está na primeira fila. Quem utiliza transparências deve pensar em refazê-las pelo menos uma vez por ano.
- Postura do apresentador: Deve ser evitado passar entre o aparelho projetor e a tela. Ficar apenas lendo o que está escrito não faz sentido. Neste caso a plateia não precisa de um “apresentador”. Para indicar algo na tela, deve ser usado o“laser-point”; o mouse é aceitável.
- Comunicação oral: Não se deve falar de costas para a plateia. O som não é compreendido pela audiência.
b) Cuidados com a forma de uso das tecnologias:

Algumas tecnologias possuem risco quanto ao seu uso. Uma delas é a utilização da Internet em laboratórios de informática. Atualmente existe um grande número de vírus que atacam computadores, danificando seus arquivos. O usuário inexperiente pode cair em armadilhas do tipo “Veja aqui fotos da fulana pelada ! ”, ou e-mails com diversas mensagens do tipo: “você foi sorteado ! ” , “Você recebeu um cartão postal “ e ao clicar com o mouse, envia um arquivo executável para o seu computador.
   Outro risco é o de usuários desobedientes, que desejam realizar qualquer outra coisa na sala de informática, menos a tarefa que você determinou, ou ainda, a realizam correndo, para terem tempo livre para fazerem o que bem entenderem.         

2.3.3 Interatividade

          A interatividade pode ser aplicada em praticamente todas as tecnologias, mesmo em aulas expositivas.    Para se tiver interatividade, devemos ter “opções”. Você acredita ser possível desenvolver uma forma diferente de realizar aulas expositivas, para que elas sejam interativas, com o uso de Data-Show, por exemplo:
•    É necessário que o computador tenha som.
•    Descubra como elas funcionam, e utilize-as como modelo para que você crie suas próprias apresentações.
•    Inovar é ser atrativo, é despertar a curiosidade e o interesse.       

2.4 CONSIDERAÇÕES PARA USAR TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

Existem várias considerações muito importantes, que devem ser observadas com bastante antecedência ao uso de tecnologias na educação. As principais são as seguintes:
a) O que você pretende fazer? Caso você deseje ensinar, proporcionar um tipo de conhecimento, comunicar um grupo entre si ou com outros, criar um conhecimento novo (pesquisa), etc. Devemos pensar se a tecnologia escolhida será a mais apropriada.
b) Qual o custo da tecnologia? Algumas tecnologias possuem alto custo de aquisição e de manutenção. Podemos citar aqui um aparelho de Data-Show. Os mais baratos custam cerca de 3 mil reais, e a sua lâmpada possui vida útil limitada. Em função destes custos, raramente encontramos uma escola estadual ou municipal com este tipo de equipamento.
c) Os alunos estão habituados a esta tecnologia? O problema mais comum é o uso da informática para alunos de níveis completamente diferentes. Caso você pretenda utilizar a sala de informática da escola, é necessário conhecer o perfil dos seus alunos. Haverão aqueles que já trabalham com informática; aqueles que dominam apenas funções básicas e aqueles que ficarão nervosos, sem saber como “ligar” o computador.
Ao conhecer o perfil, escolha dentre os mais experientes, dois ou mais alunos para serem monitores. Eles ajudarão os alunos com dificuldade. Jamais leve uma turma para a sala de informática sem planejar o que será feito. Preferencialmente, passe todas as instruções na sala normal da turma, e tire as dúvidas preliminares que surgirem. Devemos pensar que o impacto de uma nova tecnologia é maravilhoso. Caso utilizada de forma correta, produz resultados bastante positivos.
d) Qual será a continuidade?  Não espere ser cobrado. Tudo o que é apreciado e admirado é sempre aguardado. Faça uma programação de uso perante a escola e os alunos. A evasão escolar diminuirá.
e) Quais cuidados devo ter?   O emprego de outras tecnologias na educação também podem causar problemas. Portanto, sempre explique e exemplifique como utilizar a tecnologia e quais cuidados necessários e riscos que podem existir.

2.4.1 O universo individual

Devemos pensar sempre que cada um possui a sua própria realidade. Você pode estar dando aula para aquelas pessoas naquele momento, porém normalmente não conhecemos a realidade de cada um. Para muitos dos seus alunos, a escola é a sua única esperança, para que possam conquistar uma vida melhor. Devemos respeitar a esperança das pessoas, pode ser que seja apenas isto que elas possuem.
 Este pensamento é importante no sentido de que observamos muitos elementos tecnológicos em escolas que simplesmente não são utilizados! Isto é um fato muito grave! Recentemente lecionei numa escola que tinha um microscópio novo, guardado como chegou, a cinco anos. Eu o montei e realizei aulas extraordinárias. Detalhe: o microscópio possuía alguns componentes desmontados. Não podemos parar diante do primeiro obstáculo.
  Portanto, jamais devemos rejeitar o uso de tecnologias que estão disponíveis. Se não sabemos, vamos procurar ajuda. Trata-se de responsabilidade e respeito com os alunos (e exemplo para os colegas).


2.5 A INFORMÁTICA TÉCNICA X INFORMÁTICA PEDAGÓGICA

Vivemos na era da informação, Assim novas tecnologias surgem e se alteram. A cada instante surgem novidades em hardware e software. Esse novo cenário cibernético provoca mudanças na maneira como pensamos, conhecemos e aprendemos. Deste modo não é possível admitir que a informática continue fora do processo educacional, devemos esperar que o professor torne-se um facilitador do aprendizado, conduzindo os alunos, de forma individualizada, na busca do conhecimento.
Para que a informática seja um instrumento de aprendizagem ela deve estar presente na sala de aula, mediada pelo professor, seu uso em educação é um processo natural na nossa sociedade, contribuindo para o processo ensino e aprendizagem. A informática na escola pode ser aplicada de dois modos: informática técnica e informática pedagógica.


2.6 O PROCESSO DE INFORMATIZAÇÃO NA ESCOLA

Observa-se que a informática está ingressando na educação pela necessidade de se transpor às fronteiras da educação convencional, visto que, tudo que se modernizou na educação até o advento da informática se tornou convencional. Fator que esta a frente da nova forma pedagógica de educação, possibilitando às escolas uma nova forma de trabalhar os conteúdos programáticos, propiciando ao educando, eficiência na construção do conhecimento.
Valete (2013, p. 01) expõe que o computador apresenta recursos importantes para auxiliar o processo educacional de mudança na escola, tais como a criação de ambientes de aprendizagem que enfatizam a construção do conhecimento e não a instrução. “Isso implica em entender o computador como uma nova maneira de representar o conhecimento provocando um redimensionamento dos conceitos básicos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas ideias e valores”.


2.6.1 A tecnologia no contexto educacional

As inovações tecnológicas têm produzido transformações na organização social, no trabalho e no cotidiano. Atingem toda a sociedade e introduzem mudanças relevantes no conhecimento, na cultura e nas relações de poder. E exige das pessoas, das instituições e da sociedade como um todo o busca de formas de inserção e participação na nova realidade.
Primeiramente, precisamos partir do princípio de que o computador é apenas uma ferramenta. “Sozinho, não é capaz de trazer avanços educacionais. Uma escola que resolve utilizá-lo como recurso didático necessita de bons professores, preparados e treinados, para utilizar os recursos oferecidos por este sistema tecnológico de forma significativa” (PESQUISA, 2003, p.1).



2.7 DIFERENTES ABORDAGENS PARA A INFORMÁTICA EDUCATIVA

Existem algumas linhas de abordagem da Informática Educativa, sendo as principais a Instrucionista e a Construcionista. A primeira abordagem teve início com o próprio ensino de informática e de computação. A segunda grande linha tem como objetivo desenvolver o ensino de diferentes áreas do conhecimento por meio dos computadores. Nessa linha, os computadores são empregados em diversos níveis e modalidades, assumindo funções definidas segundo a metodologia aplicada.

2.7.1 Abordagem Instrucionista

Skinner (1950) defendia a teoria que o ser humano resulta de uma combinação de sua herança genética e das experiências que adquire na interação com o seu ambiente. Segundo ele, os fatores mais importantes no condicionamento operante não são os estímulos que antecedem às respostas, mas sim, os estímulos que as reforçam (memorização). Baseado nessa teoria ele criou o método de ensinar.
O computador como máquina de ensinar é uma versão computadorizada dos métodos tradicionais. Do ponto de vista pedagógico, esse paradigma é o instrucionista, onde o aluno memoriza a informação e não a constrói.

2.7.2 Abordagem Construcionista

A abordagem construcionista tem suas raízes no construtivismo, adaptando essa visão para ser aplicada a Informática na Educação. O construcionismo é a abordagem em que o aluno constrói o seu conhecimento utilizando o computador. O aluno pode fazer uso de vários recursos disponíveis na rede, para construir conhecimento de forma cooperativa ou para a busca de informações.
Nessa abordagem o computador não é o detentor do conhecimento, mas uma ferramenta controlada pelo aluno e que lhe permite buscar informações. Tais informações podem ser integradas pelo aluno em aplicativos, e com isso ele tem a chance de elaborar o seu conhecimento para representar a solução de uma situação-problema ou a implantação de um projeto.
No construcionismo o papel do professor não é apenas promover a interação do sujeito com a máquina, mas, sobretudo possibilita a aprendizagem ativa, permitindo ao sujeito criar modelos a partir de experiências anteriores, associando o novo com o antigo. Esta modalidade funciona geralmente a partir de um conteúdo ou projeto, o professor estimula o aluno a desenvolver uma pesquisa e os alunos utilizam os aplicativos para elaborar a apresentação dos resultados de suas pesquisas.


2.8 AS VISÕES CÉTICAS E OTIMISTAS DA INFORMÁTICA EM EDUCAÇÃO

2.8.1 Visão Cética
Se a escola não tem carteiras, giz nem merenda e o professor ganha uma miséria, como falar em computador? Ora, se as escolas chegaram a este ponto, não foi por causa de gastos com equipamentos, sejam eles de informática ou não. O fato é que se elas não se modernizarem, acentuarão o hiato existente entre a "idade" dos métodos de ensino e a "idade" de seus alunos.
Ou seja, elas continuarão no século 18, enquanto os alunos vivem no século 21.Os céticos também argumentam que haveria uma desumanização com o uso da máquina,com a eliminação do contato entre o aluno e o professor. Mais uma vez, encontramos um argumento frágil contra o uso da informática. O aluno de fato somente irá prescindir do contato com o professor se este se restringir (como classicamente o faz) a transmitir informações e conhecimentos. Os céticos, por sinal, estão presos a este modelo instrucionista e temem, portanto, a perda do papel tradicional do professor.
Não se pretende, tampouco, que um aluno permaneça 10 ou 12 horas diante de um computador. Portanto, a desumanização informática tem a mesma probabilidade de ocorrer como em qualquer uso exagerado de aparatos tecnológicos, como televisão, música etc.

2.8.2 Visão Otimista
Como o otimismo é gerado por razões pouco fundamentadas, é provável que ele venha acompanhado de grandes frustrações:
    Modismo: outros países e escolas já dispõem dos equipamentos. Isso causa erros no sistema educacional. É preciso critério, senso crítico. As soluções não devem ser meramente copiadas;
    O computador fará parte de nossa vida e a escola deve lidar com essa tecnologia. Muitas escolas introduzem o computador como disciplina curricular, dissociada de sua utilização em outras perspectivas e disciplinas. Usamos o telefone sem necessariamente sabermos princípios de telefonia.
    O computador é um meio didático. De fato, ele apresenta facilidade para simular fenômenos e animação. No entanto, esse enfoque leva a uma subutilização como ferramenta de aprendizagem.
        
2.9  INFORMÁTICA NA ESCOLA

A introdução do computador no ambiente escolar é hoje uma necessidade para o crescimento de uma nova pedagogia renovadora, embasada na disposição de educadores propensos a didáticas renovadas. Para se construir uma  escola competente e qualificar os professores para o uso dos computadores, é preciso reconhecer a Informática como ferramenta para novas estratégias de aprendizagem, capaz de contribuir de forma significativa para o processo de construção do conhecimento nas diversas áreas.
Somente através das análises das experiências realizadas é que torna-se claro que a promoção dessas mudanças pedagógicas não depende simplesmente da instalação dos computadores nas escolas. É necessário repensar a questão da dimensão do espaço e do tempo da escola. A sala de aula deve deixar de ser o lugar das carteiras enfileiradas para se tornar um local em que professor e alunos podem realizar um trabalho diversificado em relação a conhecimento e interesse.
O papel do professor deixa de ser o de "entregador" de informação para ser o de facilitador do processo de aprendizagem. O aluno deixa de ser passivo, de ser o receptáculo das informações para ser ativo aprendiz, construtor do seu conhecimento. Portanto, a ênfase da educação deixa de ser a memorização da informação transmitida pelo professor e passa a ser a construção do conhecimento realizada pelo aluno de modo significativo sendo o professor o facilitador desse processo de construção.
O processo de repensar a escola e preparar o professor para atuar nessa escola transformada está acontecendo de maneira mais marcante nos sistemas públicos de educação, principalmente os sistemas Estaduais. Nas escolas particulares o investimento na formação do professor ainda não é uma realidade. Nessas escolas a informática está sendo implantada nos esmos moldes do sistema educacional dos Estados Unidos no qual o computador é usado para minimizar o analfabetismo computacional dos alunos ou automatizar os processos de transmissão da informação.

2.9.1 Tecnologias na educação

Neste módulo vamos conhecer formas diferentes de se utilizar ferramentas já conhecidas, como o vídeo em sala de aula. Vamos também conhecer a forma de utilização de recursos que começam a fazer parte do dia-a-dia de escolas e universidades.
O objetivo da utilização: O educador deve estar muito atento para a forma de utilização do recurso, para que seja bem dimensionado e tenha resultados satisfatórios.  O momento oportuno para a utilização deve ser agendado e estar de acordo com o contexto do andamento da disciplina em sala.
Inovação na utilização: Se você deseja fazer aulas realmente brilhantes, desenvolva formas inovadoras para a utilização dos recursos. Ser diferente é ser inovador.Com a inovação se aprende muito. Lembre-se das primeiras vezes que você utilizou recursos de mídia em sala de aula. Certamente faria tudo de outra forma hoje.
Rádio Escola: Este recurso já é utilizado em algumas escolas como importante ferramenta educativa. Seu funcionamento consiste da seguinte forma:
    Utiliza-se uma pequena sala ou depósito da escola para montar o equipamento de som, que é composto por uma mesa de som, dois microfones, um toca-CD e um amplificador.
    No pátio da escola é instalada uma ou duas caixas de som (no mínimo), para que os alunos possam escutar o som da rádio.
    É montada uma programação, que é exibida durante o horário de recreio. A rádio - escola é um elemento muito importante, que incentiva e estimula os alunos. A programação pode ser montada com a ajuda dos alunos e abordar vários aspectos, tais como:
    Apresentar notícias da comunidade escolar - Os professores e a direção podem realizar avisos, sem que seja necessário se deslocar de sala em sala. - Apresentar entrevistar curtas.- Apresentar recados dos alunos.- Apresentar uma parte da programação em outro idioma (inglês ou espanhol) - Espaço de comerciais, etc.

2.9.2 O uso do vídeo

  Muitos professores que conhecemos, utilizam o vídeo em sala de aula de forma incorreta, sem gerar nenhum tipo de conhecimento significativo para o aluno. Nesta direção, colocamos na pasta do quarto módulo, o arquivo “O Vídeo na Sala de Aula” de autoria do Prof. José Manuel Moran. Neste texto são abordadas várias situações de utilização do vídeo que são incorretas. É descrita também, formas corretas de utilização dos vídeos em sala de aula. Aconselhamos que você leia este texto antes de prosseguir neste módulo.
O potencial do uso do vídeo: O resultado da utilização correta de vídeos é surpreendentes e muitos professores já colhem os resultados. Em algumas cidades, a própria iniciativa privada percebeu grande potencial, na divulgação de documentários e vídeos educativos. Visitamos uma locadora que criou o “Clube do Professor”, que realiza uma reunião por mês, onde são apresentados vários vídeos e a sua forma de utilização pelos educadores. Toda a reunião convida um especialista diferente, para debater com os membros do clube, formas de utilização do vídeo em sala de aula. Ao final das reuniões, realiza o sorteio de fitas educativas.
O clube proporciona ainda a locação de fitas com desconto aos educadores e o uso gratuito de fitas da programação da TV Escola. O ganho desta locadora tem sido na forma de sua valorização pela comunidade, a partir do momento que realiza este importante trabalho social, de apoio a educação. Esta iniciativa possui grande potencial para ser desenvolvida por outras locadoras em outras cidades.
Descobrindo formas inovadoras de utilizar o vídeo:  Os vídeos podem ser utilizados de formas bastante variadas, para que se possam atingir diferentes objetivos. Vamos abordar formas diferenciadas que causam grande impacto e sucesso entre os alunos.  Preste bastante atenção, pois estas formas, certamente vão diagnosticar situações individuais e coletivas entre os alunos, realizar estímulos fascinantes e ainda abrir caminhos importantes.
          1) O aluno no vídeo: A sua escola deve ter uma filmadora, ou você pode conseguir uma emprestada para fazer esta atividade, que consiste no seguinte:  Conecte a filmadora na televisão, de modo que possa ser vista a imagem que está sendo filmada. Cada aluno terá um pequeno texto para falar. É necessário que os alunos façam individualmente um ensaio, antes de estarem sendo “gravados”.  
Em outra aula, escolha um aluno para ser um “repórter”, que vai entrevistar os outros alunos. Prepare uma série de perguntas relacionadas a um tema (por exemplo: feira de ciências) e este aluno vai “entrevistar” os demais, realizando duas ou três perguntas. Outro aluno deve ser o “câmera-man”. Os demais alunos não devem saber quais perguntas serão feitas. Depois da filmagem. Passe a fita para todos e comente, dando dicas para os alunos, com relação a postura, linguagem, expressão, etc. Esta atividade pode despertar os alunos para realizarem um vídeo ou pequeno documentário para ser exibido na escola.Pode ser pensada a proposta de se fazer a visita com um pequeno grupo de alunos a um lugar (museu, hidroelétrica, local turístico, etc) e posteriormente exibir a fita para os colegas de outras turmas.
          2) O desafio: Selecionar um documentário que apresente questões que estejam presentes na sua comunidade. Após a apresentação realizar um debate e propor para que eles apresentem propostas de solução para os problemas relacionados e/ou realizem pesquisas sobre o assunto.
          3) Escrevendo o fim: Selecione um filme que eles não conhecem, assista-o e apresente aos alunos até uma certa parte, pedindo para que eles escrevam o final. Peça para os alunos lerem o que foi escrito e posteriormente passe o final do filme.  Esta atividade envolve a criatividade, a atenção, a escrita, a expressão oral, a crítica, etc.
          4) Dramatização: Selecione textos da internet ou de outros locais que sejam referentes a diálogos de uma peça teatral. Explique como eles são utilizados e faça uma pequena demonstração entre os alunos. Escolha um filme nacional, de preferência um clássico, (Macunaima, Auto da Compadecida, etc.) Os alunos deverão assistir. Divida os alunos em funções, tais como: Roteirista (escreve os textos), Responsável pelo cenário, atores, etc. É claro que você vai propor a apresentação de apenas um resumo do filme, ou algumas cenas marcantes. Com os textos prontos (devem ser extraídos do próprio filme) faça ensaios com os alunos e marque uma exibição na própria sala de aula e veja os resultados. 
Produzindo conhecimentos:  Todos sabem que a produção de conhecimentos no Brasil está limitada a poucas iniciativas. Isto ocorre por vários motivos. O principal é que o educador não possui ou não domina os meios de divulgação de conhecimento, as mídias.  Mesmo as instituições de ensino superior ainda não possuem mecanismos eficientes para a divulgação do conhecimento que é produzido.
Outro aspecto a ser abordado é que o conhecimento produzido por grande parte dos pesquisadores é divulgado em meios restritos, algumas vezes apenas em revistas internacionais, e com linguagem técnica. Ora, desta forma o conhecimento foi gerado inutilmente. Ele deve ser de acesso do povo brasileiro, propondo soluções e inovações.
 Caso um texto produzido por um cientista brasileiro consiga, por milagre, chegas às mãos de um cidadão comum. Ele pouco compreenderá, pois a linguagem utilizada é extremamente técnica e por vezes não é objetiva. Portanto, é de grande responsabilidade a produção de conhecimento pelos educadores. Quantas vezes utilizamos livros didáticos que estão distantes da nossa realidade? Conteúdos que não foram elaborados para atender às expectativas dos nossos alunos, ou pior, ultrapassados. Crie seus conteúdos, incentive os alunos, faça filmagens, inove e prepare-se para ter a sala sempre cheia de alunos.

2.9.3 O datashow

O datashow é um equipamento de projeção de imagens, que pode ser utilizado para fazer projeções quando conectado a qualquer dispositivo de fornecimento de imagens, como um computador, um aparelho de DVD, videocassete, etc. Datashow é um aparelho pequeno e portátil, pesando de 1,5 a 3,5 kg. Possui na face frontal uma lente, que projeta a imagem.
Pontos positivos: 
•    A sua forma de utilização é bastante fácil. Os aparelhos mais atuais, quando ligados, procuram automaticamente uma origem de vídeo;
•     Possibilita a projeção de imagens em movimento, portanto é possível projetar clipes, pequenos vídeos e apresentações com animações. Você tem a possibilidade inclusive de interagir com o público;
•      Uma aula bem preparada, com exercícios interativos, jamais é esquecida.

Cuidados: É necessário conhecimento técnico, pois cada aparelho possui características próprias. Temos aparelhos que ligam em 110 ou 220 Volts, e outros que ligam em apenas uma voltagem. A grande maioria dos aparelhos não pode simplesmente ser desligada da tomada logo ao final da apresentação. Eles possuem um sistema de ventilação que funciona mesmo após o desligamento do aparelho, e continua refrigerando a lâmpada pois possui um sensor de temperatura. Realizando o desligamento rápido da tomada, a vida útil do equipamento é reduzida.
Pontos negativos:
•    O custo do equipamento certamente é o ponto mais negativo. É necessário grande cuidado com a segurança, pois este aparelho ainda custa caro, entre R$ 3.000,00 a R$ 9.000,00.
•    É necessário o mínimo de conhecimento técnico para poder operar o equipamento.

Informações:  
•    A potência de um data-show é determinada por dois fatores principais:
•    Luminosidade: Que é a potência da luz que vai formar a imagem. É medida em anci-lúmem. Um aparelho de boa capacidade deve ter a partir de 1.200 lúmens. Este fator é limitante para projeções em ambientes que possuem pouca luz. Para equipamentos com menor capacidade de lúmens, é necessário que o ambiente esteja completamente escuro, como em uma sala de cinema.
•    Lâmpada: Possui uma determinada vida útil. Antes de se comprar o aparelho, esta informação deve ser verificada, e se existe para reposição e qual o valor. As lâmpadas mais baratas variam entre R$ 600,00 e possuem vida útil de 2.000 horas. Na parte de trás, o data-show possui várias formas de acoplagem aos dispositivos geradores de imagem.

2.9.4 Utilização de máquina fotográfica digital

Atualmente, muitas pessoas já possuem algum tipo de máquina fotográfica digital. Elas possuem vários recursos e formas de armazenamento das fotos. Umas utilizam cartão de memória outras utilizam CD ou disquete. As máquinas digitais possuem o recurso de poderem ser conectadas a um televisor para ver as fotos.
Utilizando-se este princípio, podemos propor um uso educacional para a máquina digital. O educador pode fazer a visita em um zoológico, aterro sanitário, em outras cidades, etc. e criar uma sequência para a apresentação das fotos aos alunos.
Ainda não temos notícia que este recurso foi utilizado em alguma escola. Realizamos isto experimentalmente com oito turmas de alunos, apresentando tópicos de ecologia e educação ambiental. Foram utilizadas fotos de animais, de erosões, de lixo na rua (e na escola) e de lugares onde já existe a coleta seletiva.
Conteúdo contextualizado:
A máquina digital, ajuda no desenvolvimento do conteúdo. Assim o que é apresentado é completamente contextualizado com a realidade da comunidade e dos alunos. Isto era impensável em termos de mídia.
Os alunos que possuem máquina digital também podem ser incumbidos de tirar fotos de temas interessantes que são estudados em sala, com o objetivo de salientar e exemplificar informações e comportamentos. O educador que possui uma máquina digital deve ter o hábito de fotografar assuntos de interesse educacional. Muitas vezes falamos de fatos ações e comportamentos que dificilmente são assimilados pelos alunos.
Atualmente estamos montando uma coletânea de fotos sobre ética no trânsito. São fotos de carros não respeitando o sinal vermelho, carros que não param na faixa de pedestres, carros em fila dupla, pedestres que não andam na calçada, etc. O educador pode ter várias coleções de fotos de temas diferentes, apresentando-as em momentos oportunos.
Clipes:
          As máquinas digitais são capazes de gerar clipes de curta duração. A grande vantagem deste tipo de clipe é a imagem em movimento e o som. Durante a exibição para os alunos podem ser feitos comentários (devem) e o clipe pode ser repetido várias vezes para que o entendimento seja feito.
Textos:
Utilizando a máquina digital, você também pode apresentar textos, legendas e títulos. Para fazer isto existem duas formas:
- Digitando os títulos no PowerPoint e fotografando as telas do computador
- Escrevendo em uma folha de papel e fotografando. Neste caso pode ser dado um toque artístico.

2.10 A INFORMÁTICA NOS PROJETOS EDUCACIONAIS

A tecnologia está provocando uma mudança de paradigma na produção e divulgação do conhecimento, além da escola e da família, uma infinidade de opções, de espaços e de agentes educativos se abrem, provocando desafios aos pensamentos educativos. A escola deve dedicar-se à função mais nobre de construir um quadro de referência dos saberes científicos, culturais e éticos, dando sentido ao conhecimento e levando-o para a prática.
Para dar sentido à informação é preciso rever a maneira de organizar o currículo e a prática da sala de aula, é necessário desenvolver um trabalho interdisciplinar em que haja a participação dos alunos. Currículos rigidamente disciplinares serão cada vez mais desarmônicos do cotidiano dos alunos. Unidades de ensinos estagnados terão de ser substituídas por projetos, para que os alunos coloquem em prática o que aprenderam.
Por mais interativos que sejam os meios, dificilmente substituirão a situação da aprendizagem escolar, decisiva na construção de significados, valores e conduta. É preciso ter sempre a intervenção do educador, o qual tem a função de criar conhecimentos definidos. Só eles dão acesso à unidade dos significados socialmente reconhecidos como corretos e aos saberes científicos, estéticos e sociais, que constituem a base da identidade solidária, não excludente e produtiva.
A construção de um projeto deve ter consistência nas ações, sentido comum nos esforços de cada um e resultados sistematizados. Deve considerar preocupações básicas como a identificação de um problema; levantamento de hipóteses e soluções; seleção de parceiros; definição de um produto; documentação e registro; métodos de acompanhamento e avaliação; publicação e divulgação.
Todo projeto nasce de uma boa questão, as quais se tornarão chaves de uma boa pesquisa. A pergunta deve ir além das próprias disciplinas e até do tempo histórico e do espaço físico. Enfim, a qualidade das perguntas que se desencadearão para a formação de projetos deve ser sensível à educação. Os computadores quando utilizados a partir de uma ética e estética humanista se tornam instrumentos de realização humana e de suas múltiplas possibilidades expressivas.
Todo ser humano é fascinado pelo conhecimento do novo. O professor tem toda essa energia nas mãos, na imaginação, nos domínios das aventuras, e os alunos podem ser estimulados nessas viagens pelo tempo e espaço.
Os projetos são oportunidades para as escolas possibilitarem diferentes dinâmicas de aprendizagem, propondo o contato com o mundo fora da sala de aula, na busca de problemas verdadeiros, provocando reflexões sobre questões para as quais não há certo e errado. Projetos bem orientados motivam os alunos a superarem seus conhecimentos, rompendo os limites do ensino tradicional, sendo a tecnologia da informação um recurso para atingir tal finalidade.
O professor por sua vez pode inventar formas inovadoras de divulgar a produção de seus alunos tais como publicar artigos nos jornais da classe, da escola ou da comunidade que tratem de assuntos relevantes para os grupos envolvidos. Criações de Blogs na Internet que apresentem o resultado do trabalho cotidiano da sala de aula. Realização de gincanas que envolvam escolas, isto colaboraria com a produção de conhecimento, competências, vivências e cooperação, criação de livros com produção coletiva de textos, fotos reportagens, desenhos dentre outros. Exposição de trabalho de arte pela escola e produção de jogos a partir dos temas trabalhados pelo projeto.
A informática contribui como ferramenta na construção dos projetos educacionais, como estratégia de aprendizagem capaz de somar de forma significativa para o processo de construção do conhecimento das diversas áreas. É importante pensar em novas formas de ensinar e aprender usando tecnologias de comunicação e promover sua integração com o processo de aprendizagem de forma interdisciplinar, reconhecendo-a como motivadora deste processo.
A verdadeira aula consiste em ensinar a aprender, treinar a atenção, desenvolver habilidades, fazer do conteúdo um instrumento para a descoberta de novas soluções e explorando todas as suas potencialidades de suas múltiplas inteligências. É importante transformar a informação em conhecimento, a educação em todo o mundo é ainda muito tradicional, os conteúdos se renovam e as crianças conquistam espaço, o currículo está mais flexível e é impossível controlar a influência que a mídia tem sobre todos.
A escola deve construir seu plano pedagógico de uma forma coletiva, dentro das diretrizes de uma educação para a cidadania, criatividade e liberdade. Acredita-se que o ideal é adotar uma metodologia da educação por projetos, os quais permitirão a articulação das disciplinas, analisando os problemas sociais e existenciais, contribuindo para a sua solução por meio da prática concreta dos alunos e da comunidade escolar.
O trabalho por projetos é uma das alternativas mais eficientes quando se trata de motivar alunos, permite a aplicação prática do conhecimento, favorece a interdisciplinaridade, dá muito mais oportunidades de opções aos alunos, que podem escolher seu grupo e as tarefas mais adequadas aos seus interesses e capacidades. Ao satisfazer as necessidades que o aluno tem de compreender, de se sentir capaz e de realizar, estará assim estimulando sua motivação.
A informática é um instrumento de trabalho e de construção coletiva de conhecimento, um espaço de encontro de disciplinas, de conteúdos e de pessoas. Há necessidade de relacionar a tecnologia com novas propostas educacionais para ensinar e aprender.
É possível compartilhar projetos pedagógicos com educadores de todo o mundo em páginas eletrônicas. Consiste em um trabalho de grupo onde os temas podem ser selecionados, estratégias didáticas e avaliações podem ser planejadas e os resultados podem ser divulgados levando em consideração as diferenças culturais. Estas trocas de experiências com professores tornam o trabalho mais produtivo e interessante.
O trabalho com a informática deve estar a serviço de uma perspectiva mais abrangente do que o simples uso do computador. A utilização deve estar articulada com as atividades mais amplas da escola ou tenderá a desaparecer do currículo escolar. A Lei nº 9.394/96 de Diretrizes e bases da Educação Brasileira abre caminhos para inovações, facilita as práticas inovadoras dos educadores preocupados com o distanciamento entre os currículos e a realidade dos alunos, os problemas do nosso país e da própria existência.
As disciplinas curriculares procuram dar sentido e articulação às múltiplas experiências que os alunos têm e trazem de suas vivências. Dessa forma é uma necessidade do educador ter seu momento de reflexão, planejamento e percepção do processo de aprendizagem repleta de valores. A maioria das atividades criativas tem sido realizada por projetos. É uma forma inovadora de romper com as limitações curriculares e de dar um formato mais ágil e participativo ao trabalho dos professores. Aprender fazendo, agindo e experimentando é o modo mais natural, intuitivo e fácil de aprender. Isso é mais do que uma estratégia fundamental de aprendizagem, é um modo de ver o ser humano que aprende.
É sempre importante frisar que o uso do computador na escola só é eficaz quando orientado por adequado projeto pedagógico. O computador só faz amplificar os processos já existentes. A escola que tem coragem, criatividade e fôlego de planejamento para organizar sua estrutura curricular por projetos ficará melhor com o uso do computador, o qual poderá ser uma excelente fonte de pesquisa para os temas dos projetos.
Como os projetos têm em si a dimensão de publicação, os recursos gráficos do computador permitem a ampliação constante do material e a reformatação para a divulgação dos resultados. Na criação e na viabilização de projetos o computador é instrumento de trabalho e de construção coletiva do conhecimento. Espaço por excelência de encontro de disciplinas, de conteúdos e de pessoas.
O trabalho por projetos é uma das alternativas mais eficientes quando se trata de motivar os alunos. Permite a aplicação prática do conhecimento; favorece a interdisciplinaridade; dá mais oportunidades de opção aos alunos, que podem escolher seu grupo e as tarefas mais adequadas aos seus interesses e capacidades.
O professor deixa de ser uma ilha ao interagir com os colegas, em busca de um projeto coletivo. Não há novidade na proposta. A novidade fica por conta de sua efetiva atualização na escola. Isso demanda conhecimento, participação, disponibilidade, interesse profissional e compreensão do papel social da escola.

2.11 A CONTRIBUIÇÃO DA INFORMÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM

Nos últimos anos têm ocorrido grandes mudanças na educação, as quais têm sido fundamentais para que a escola fique atualizada com as necessidades dos novos tempos. É importante diminuir a distância que separa a escola do mundo real, pois é o lugar onde se aprende a pensar, questionar, a procurar formas de mudar e melhorar a sociedade. Toda a tentativa de trazer para dentro da escola o que acontece de novo e relevante na sociedade deve ser considerada bem vinda.
Com a Internet surge a necessidade de modificar a forma de ensinar e de aprender, tanto nos cursos presenciais quanto nos de Educação à distância. Professores e alunos têm a sensação de que em muitas aulas convencionais o tempo não foi bem utilizado. É importante mudar a cultura da escola, proporcionar uma mudança de mentalidade e investir na formação de recursos humanos, criando relações entre o homem e o seu ambiente.
Há necessidade de se reconhecer as possibilidades de se utilizar a informática como ferramenta na construção do conhecimento e sua importância na contextualização para a solução de problemas. Usar a informática na Educação de forma inovadora permitindo realizar tarefas que sem ela dificilmente se conseguiria fazer, para cada matéria no currículo escolar é possível imaginar usos inovadores da informática.
O educador deve reconhecer o papel da informática na organização da vida sociocultural e na compreensão da realidade, relacionando o manuseio do computador a casos reais, ligados ao cotidiano do estudante, seja no mundo do trabalho, da educação ou na vida privada.
O conhecimento precisa estar adaptado à realidade do grupo na qual está inserido, ter um referencial próprio para que tenha sentido dentro dos paradigmas locais e deve ser estruturado de acordo com a cultura do povo envolvido para que tenha significado próprio. Os computadores, cada vez mais presentes na sociedade moderna, apresentam recursos que facilitam a aprendizagem, a própria operação do computador e a compreensão do seu funcionamento que desenvolve no aluno o raciocínio lógico.
O uso de recursos de alta tecnologia na educação, particularmente computadores em rede, dinamiza o processo de ensino e aprendizagem, qualificando a construção do conhecimento pelo educando. A Informática aplicada à educação tem dimensões profundas, não se trata apenas de informatizar a parte administrativa da escola, de se ensinar informática aos alunos ou de se instruir velhos conteúdos de forma eletrônica, deve-se estimular os jovens a buscar novas formas de pensar, de selecionar informações, de construir uma nova maneira de trabalhar com o conhecimento e de reconstruí-lo continuamente, atribuindo-lhe novos significados, de acordo com seus interesses e necessidades.
A informática desperta nos alunos o prazer e as habilidades da escrita, a curiosidade na busca de dados, a possibilidade de trocar informações aguçando o desejo de enriquecer seu diálogo com o conhecimento sobre outras culturas e de olhar o mundo além das paredes da sua escola.
Enfrentar esta nova realidade significa ter como perspectiva cidadãos abertos e conscientes, que saibam tomar decisões e trabalhar em equipe, que tenham a capacidade de aprender a aprender e de utilizar a tecnologia para a busca, a seleção, a análise e a articulação entre informações e, dessa forma, construir continuamente os conhecimentos, utilizando-se de todos os meios disponíveis. Os educadores devem ter como desafio definir o espaço e a competência do uso do computador para realizar e construir os grandes objetivos da Educação.
Educar é estar mais atento às possibilidades do que aos limites. É estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir e de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro e fora da escola, em todos os espaços do cotidiano e dimensões da vida. A inteligência deixa de ser somente uma capacidade fixa e definida e se torna um potencial capaz de desenvolvimento, no qual a capacidade de aprender é ilimitada.
O objetivo principal da escola era a aquisição rápida de informações, o esgotamento dos conteúdos dos programas, a reprodução de fatos e a competição, agora o objetivo da educação se ampliou, trata-se da aquisição de sabedoria através da reflexão orientada para questões essenciais.
Educar é procurar chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis, pela experiência, imagem, som, representação (dramatizações, simulações) e mídia. É ajudar o aluno a ir do concreto ao abstrato, do imediato para o contexto, do vivencial para o intelectual, integrando o sensorial, o emocional e o racional.
Existem diferentes formas de aprendizagem, todas as pessoas têm diversos níveis de aptidão, de personalidades e experiências de vida que podem motivá-las ou desmotivá-las para o aprendizado. Algumas pessoas aprendem melhor pela leitura, outras pela audição, algumas observando e outras fazendo a própria tarefa. A maioria, porém, aprende com algum tipo de combinação desses métodos. Um aluno altamente motivado pode aprender a partir de materiais de difícil leitura, enquanto outros, com baixa motivação necessitam de materiais diversos.
Ensinar é um processo compartilhado entre o educador e o educando. O educador coordena, sensibiliza, organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto com as habilidades e tecnologias possíveis para cada grupo de forma participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na interação, na troca, no estímulo, com normas e limites. É primordial ser um educador com amadurecimento intelectual e emocional que facilite todo este processo.
Pesquisar conteúdos na internet é uma boa oportunidade para discutir termos como ética e cidadania. É importante estimular a argumentação dos alunos e questionar o resultado das pesquisas para se certificar de que elas não estão sendo copiadas e garantir uma reflexão sobre o trabalho proposto. Nessa abordagem o computador não é o detentor do conhecimento, mas uma ferramenta utilizada pelo aluno e que lhe permite buscar informações em redes de comunicação à distância seguindo seu estilo cognitivo e seu interesse momentâneo.

3 O COMPUTADOR COMO APOIO DIDÁTICO

A mudança pedagógica que todos almejam é a passagem de uma educação totalmente baseada na transmissão da informação, na instrução, para a criação de ambientes de aprendizagem nos quais o aluno realiza atividades e constrói o seu conhecimento. Essa mudança acaba repercutindo em alterações na escola como um todo, em sua organização, na sala de aula, no papel do professor, dos alunos e na relação com o conhecimento.
A mudança na Educação é lenta e quase imperceptível, a mudança em outros segmentos da nossa sociedade como no sistema produtivo é rápida, visível, afetando drasticamente o nosso comportamento, principalmente o modo de trabalhar e por consequência, o modo de pensar e atuar.
A educação precisará operar de acordo com novos padrões, isso implicará em professores melhores qualificados, não para impor a informação ao aluno, mas para saber criar situações onde este utilize a informação. Somente ter a informação não implica em obter conhecimento, deverá ser fruto do processamento dessa informação e a aplicação dessa será processada na resolução de problemas significativos e na reflexão sobre os resultados obtidos.
Isso exigirá do aluno a compreensão do que está fazendo para saber tomar decisões, atuar e realizar tarefas. Portanto, a educação não pode ser mais baseada em um fazer descompromissado de atividades cujo objetivo é chegar a uma resposta padrão e igual para todos. O computador pode provocar uma mudança de paradigma pedagógico, pois existem diferentes maneiras de usá-lo na educação, sendo utilizado como ferramenta no processo de ensino/aprendizagem, pode ainda enriquecer ambientes de ensino onde o aluno tem a chance de construir o saber.
Na educação, o ensino de informática apresenta um valor formativo. Neste aspecto ajuda a estruturar o pensamento e o raciocínio dedutivo, contribuindo para o desenvolvimento de processos cognitivos e a aquisição de atitudes. Por esse ângulo, leva o aluno a desenvolver sua criatividade e capacidade para resolver problemas, criando o hábito de investigação e confiança para enfrentar situações novas e formar uma visão ampla e científica da realidade.
É preciso compreender a informática como um sistema de símbolos que a torna uma linguagem de comunicação de ideias, permitindo ao indivíduo, interpretar e modificar a realidade que o cerca.
As mudanças ocorridas com a introdução da informática na escola, mas especificamente do computador em sala de aula é o grande desafio educacional. A escola é um espaço de trabalho complexo que envolve outros segmentos além do professor e do aluno, por isso é preciso pensar o novo papel do professor de modo mais amplo. Esses acontecimentos devem envolver todos os participantes no processo educativo.
Partindo do princípio de que o computador é uma ferramenta importante no processo de aprendizagem e que seu uso traz grandes melhorias para a educação à medida que serve como fonte de estímulo e atrativo para que os educandos desenvolvam toda sua a potencialidade. Ressaltamos que o computador não propicia ao aluno o entendimento de determinados conceitos, pois esta compreensão é fruto de como a ferramenta é utilizada e de como o aluno está sendo desafiado.
Professores percebem e admitem no computador um forte aliado na tarefa de contribuir com a formação técnica, intelectual e moral dos alunos. À medida que retém a atenção dos alunos e os motiva a permanecer em sala de aula, estimulando no professor o seu compromisso pedagógico de melhorar sua docência e embasá-la em um planejamento de ensino de qualidade e que facilita a aquisição da habilidade da leitura.
O computador promove a integração professor/aluno, tornando-os mais próximos. Esta relação mais amigável e descontraída é um dos fatores que contribuem com o alcance dos objetivos que a escola e sua comunidade propõem.

3.1 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS

A ação do professor está sempre fundamentada em teorias, mas muitas vezes ele não tem consciência disso, ou então sua visão teórica é incoerente com a sua prática. Assim, suas reflexões devem permitir a busca de teorias que facilitem apreender o significado de sua prática, analisá-la e identificar o seu estilo de atuação. Ao assumir essa nova postura, vai propiciar ao aluno a formação de sua identidade, o desenvolvimento de sua capacidade crítica, de sua autoconfiança e de sua criatividade.
A formação continuada é uma exigência dos novos tempos, impulsionada pela compreensão da aprendizagem constante, objetivando o desenvolvimento de uma postura mais ética e crítica. O professor precisa ter em mente o cidadão que quer formar, pessoas capazes de buscar soluções e não esperá-las.
Na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É questionando os métodos atuais que se pode melhorar o desempenho. O discurso teórico necessário à reflexão crítica tem de ser de tal modo realista que se vincule com a prática. O professor, nesse contexto deveria estar preparado para utilizar as novas tecnologias educacionais, mas o que se percebe é que existem inúmeras limitações para sua adequada formação.
Entende-se a tecnologia como algo a ser utilizado para a transformação do ambiente tradicional da sala de aula, buscando através dela criar um espaço em que a produção do conhecimento aconteça de forma criativa, interessante e participativa.
O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação na educação depende antes mesmo da sua existência na escola, da formação do professor para lidar pedagogicamente. É necessário que o educador conheça as tecnologias, as mídias e todas as possibilidades educacionais e interativas das redes e espaços virtuais para aproveitá-las nas variadas situações de aprendizagem e nas mais diferentes realidades educacionais.
Favoráveis ou não é chegado o momento em que os profissionais da educação que têm o conhecimento e a informação, enfrentem os desafios originários das novas tecnologias. Esses enfrentamentos não significam a adesão incondicional ou a oposição radical ao ambiente eletrônico, mas, significa conhecê-los para saber de suas vantagens e desvantagens, de seus riscos e possibilidades, para transformá-los em ferramentas e parceiros em alguns momentos e dispensá-los em outros instantes.

3.2.1 Busca e acesso à informação

O computador apresenta um dos mais eficientes recursos para a busca e o acesso à informação. Existem hoje sofisticados mecanismos de busca que permitem encontrar de modo muito rápido a informação existente em banco de dados, em CD-roms e mesmo na Web. Essa informação pode ser um fato isolado ou organizado na forma de um tutorial sobre um determinado tópico disciplinar. Porém, como foi dito anteriormente, somente ter a informação não significa que o aprendiz compreenda o que obteve.
No caso dos tutoriais, a informação é organizada de acordo com uma sequencia pedagógica e o aluno pode seguir essa sequencia, ou pode escolher a informação que desejar. Em geral, há softwares que permitem escolha, as informações são organizadas na forma de hipertextos (textos interligados), e passar de um hipertexto para outro constitui a ação de "navegar" no software.
Tanto no caso de o aluno seguir uma sequencia predeterminada quanto de o aluno poder escolher o caminho a ser seguido, existe uma organização previamente definida da informação. A interação entre o aprendiz e o computador consiste na leitura da tela (ou escuta da informação fornecida), no avanço na sequencia de informação, na escolha de informação e/ou na resposta de perguntas que são fornecidas ao sistema.
O uso da Internet e, mais especificamente da Web, como fonte de informação não é muito diferente do que acontece com os tutoriais. Claro que, no caso da Web, existem outras facilidades, como a combinação de textos, imagens, animação, sons e vídeos, que tornam a informação muito mais atraente. Porém, a ação que o aprendiz realiza é a de escolher entre opções oferecidas. Ele não está descrevendo o que pensa, mas decidindo entre várias possibilidades oferecidas pela Web. Uma vez escolhida uma opção, o computador apresenta a informação disponível (execução da opção) e o aprendiz pode refletir sobre ela – reflexões sobre a opção ou a abstração reflexionaram. Com base nessas reflexões o aprendiz pode selecionar outras opções, provocando idas e vindas entre tópicos de informação e, com isso, navegar na Web.

CONCLUSÃO

Ao final deste trabalho podem-se expor temáticas a cerca da importância de recursos tecnológicos na educação.  Um dos principais fatores para a obtenção do sucesso na utilização da informática na área da educação é a capacitação de professores diante dessa nova realidade educacional. Os professores deverão estar habilitados de tal forma que consigam relacionar e efetuar a integração da tecnologia com sua proposta de ensino. Cabe ao educador descobrir a sua própria forma de empregar estes recursos conforme seu interesse educacional, pois não existe um modo único para a utilização de computadores na sala de aula.
A capacitação do professor deverá envolver aspectos como conhecimento básico de informática, métodos pedagógicos, elo entre essas duas áreas, formas de gerenciamento da sala de aula com recursos físicos disponíveis quanto ao novo comportamento dos alunos, que agora passam a ter uma atitude ativa nesse processo. Bem como é necessária uma revisão das teorias da aprendizagem, didática, construção de conhecimento, interdisciplinaridade e forma de abordagem da aprendizagem significativa.
Capacitar o professor na área digital é torná-lo apto a conhecer e identificar os caminhos para desenvolver o conhecimento a partir dos princípios da educação, de organização e produção, promovendo o desenvolvimento do processo educacional como ferramenta estabelecida pelo acesso às infinitas alternativas e possibilidades de um universo digital colocado à disposição das escolas.
Para isto, o importante é que a escola defina de forma clara o seu objetivo quanto ao uso da informática no ambiente educativo, explorando de maneira positiva os recursos do computador e seus acessórios.
É preciso que o sistema educacional esteja sempre apropriando-se das produções tecnológicas para acompanhar o desenvolvimento da informática. Portanto, para incorporar a tecnologia no contexto escolar, entende-se que é fundamental integrar os recursos tecnológicos de forma significativa com o cotidiano educacional.
Os recursos tecnológicos devem ficar à disposição das práticas pedagógicas, permitindo resultados positivos no ensino/aprendizagem. Quanto mais próximo dos alunos, melhor será seu uso. O professor deve acompanhar o desenvolvimento do aluno no uso das ferramentas tecnológicas colocadas em sala de aula.
Nota-se que o computador tem um potencial superior aos demais recursos tecnológicos já utilizados pela escola, como a televisão, o retroprojetor entre outros. Além de permitir a interatividade e a comunicação virtual, se constitui um instrumento que veio facilitar a aprendizagem. Na escola os alunos devem aprender a associar o uso do computador com a vida social. A prática indicada é a conciliação do enfoque pedagógico e social. Como as atividades sociais estão informatizadas, os alunos devem saber operar o computador e seus programas, a fim de que possam estar aptos a realizar as operações nas máquinas eletrônicas que ocupam o nosso cotidiano.
Aprendendo a utilizar o computador, os alunos ganham autonomia para realizar suas tarefas educativas e sociais. Assim sendo, a informática na educação passa a estimular o aprendizado de novas linguagens computacionais e seus acessórios, contribuindo para o desenvolvimento das habilidades de comunicação e de estrutura lógica de pensamento.
Compreende-se que a tecnologia computacional na área educacional veio facilitar o desenvolvimento das habilidades lógicas/matemáticas, linguísticas, interpessoais, espaciais, musicais e outras. O estudo concluiu que o computador tornou-se um recurso pedagógico imprescindível na escola contemporânea.


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