sexta-feira, 11 de julho de 2014

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL


Autor: Alceu

Prof. Orientador: Viviana

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Curso Licenciatura em Informática: LIN0159 – Estágio
04/06/2014


 

RESUMO


Este paper apresenta o relato da minha experiência na prática docente, como professor Orientador de Tecnologias Educacionais. Este estudo fundamentar-se-á na formação do profissional docente em informática que atua nos Laboratórios de Informática Educacional. Nos dias atuais, devido evolução tecnológica, a Informática encontra-se em todos os níveis da sociedade.  Nas escolas, a educação tem assu­­­­mido vários papéis, diversos métodos e diferentes visões educacionais, onde suas aplicações dependem das inovações das Tecnologias da Informação e Comunicação. A nova escola, informatizada, utiliza de diversos recursos de multimídias, que promovem a interatividade e o conhecimento compartilhado nos ambientes virtuais de aprendizagem.  O computador e a internet possibilitam a autonomia no processo de aprendizagem e auxilia no desenvolvimento dos educando porque propicia maior interatividade entre os alunos. Faz-se imperativo ressaltar a importância do exercício da docência por profissionais habilitados, pois esses possuem os conhecimentos técnicos necessários para manter os computadores em funcionamento e experiência didática necessária para exercer sua função.

Palavras-chave: Prática Docente; A Formação Docente; Interatividade; Computador; Informática.

 



1 INTRODUÇÃO


Este paper apresentará o histórico da minha experiência docente, como profissional do ensino de informática, onde atuo como auxiliar dos professores de sala e seus alunos. A sala informatizada deve ser utilizada para atividades pré-elaboradas por professores regentes com foco nos conteúdos curriculares que são elaboradas usando o computador e suas ferramentas de texto, imagem, som e internet.
O Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO) promove o uso pedagógico das tecnologias da informação e comunicação nas escolas públicas de Ensino Fundamental e Ensino Médio das redes estadual e municipal de ensino, criando políticas de informatização envolvendo a aquisição de equipamentos e a formação continuada de professores. A formação do professor acontece através dos cursos de Licenciatura em Computação ou Informática, onde adquirem as competências técnicas necessárias aos profissionais da área docente para o uso das tecnologias da informação e comunicação na educação.
Esse paper dividide-se em partes, inicialmente apresenta a história da minha experiência docente, em seguida apresenta o programa do PROINFO e por último a Formação Docente.


1.1 HISTÓRICO DA EXPERIÊNCIA DOCENTE                                 

Durante o período em que fui aluno na escola pública, meu comportamento não agradava aos professores.  O principal motivo era meu pouco interesse pelos conteúdos, que somados a greves intermináveis e falta de professores, dificultaram meu aprendizado. (Quando um professor ficava doente ficávamos sem aquela matéria), e culpei os professores. Nas duas décadas seguintes fiz vários cursos profissionalizantes por correspondência; Técnico em Eletrônica, em Informática e Manutenção de Eletroeletrônicos.
No mês 07/2012, a propaganda do Curso superior a distância (EAD), na FADESC chamou a minha atenção, com mensalidades acessíveis e próximo a minha residência, ao entrar em contato com os cursos disponibilizados escolhi o de Licenciatura em Informática, no segundo encontro, fiquei surpreso, pois  a maior parte dos alunos era composta por professores de Informática ou Professor Orientador de Tecnologias Educacionais em busca de uma graduação específica na área.
Com incentivo da professora de sociologia Lenir (minha irmã) participei da escolha pública na GERED e trabalhei de 10/2012 a 12/2012 na EEB Laurita Dutra de Souza. Na seleção de ACTs 2012/2013 para atuar como professor do Estado de Santa Catarina, a minha classificação foi ruim, e fiquei fora nas escolhas de vaga.
 No dia 04/04/2013 concorri diretamente na GERED a duas vagas de professor substituto e fui escolhido nas duas por estar me habilitando na área específica da vaga concorrida (Informática), uma vaga era na EEF Júlio da Costa Neves, 40 horas, Matutino e Vespertino como Professor Orientador de Tecnologias Educacionais período de cinco meses. No mesmo período atuei no Centro de Educação Profissional Doutor Jorge Lacerda, CEDUP/JL, Noturno, 20 horas como Professor de Informática Aplicada a Novas Tecnologias período de oito meses.
Durante cinco meses trabalhei na Escola de Ensino Fundamental Júlio Da Costa Neves, vou descrever essa experiência.  A escola estava improvisada em algumas casas de um antigo matadouro, (uma escola nova esta em fase de construção), e por ser um local temporário, possuí muitos improvisos e muitos defeitos estruturais sem falar da falta de manutenção. Essa escola fica muito longe da minha casa, mais de 30 km e o trânsito é lento e estressante.
Após o contrato assinado fui conhecer o laboratório de Informática: a sala estava desativada, computadores, mouses, teclados, monitores estavam trocados e não funcionavam, apesar de na sala ter 18 terminais, composto pelo Pregão 83/2008, este pregão usa o sistema de Multi Terminal onde um computador possui até três estações de trabalho, simplificando o Hardware e diminuindo os custos. O motivo da desativação da sala foi à troca da diretora que exigiu que o professor de informática cumprisse a determinação da gerencia de educação e cumprisse 40 horas relógio na escola, antes o professor orientador possuía algumas horas atividades por semana que podiam ser usadas para aperfeiçoamento e cursos complementares.
  Por não aceitar as regras da diretora ele foi demitido e em represália trocou os cabos dos computadores tornando a sala inoperante, isso em 2012. Por não possuir conhecimento técnico a professora que assumiu a sala em 2013 não soube por a sala em funcionamento, saindo logo no mês 03/2014 em licença maternidade. O professor de laboratório de Informática deve ter formação metade técnica e a outra didática, necessita fazer pequenos reparos nos computadores que estão fora da garantia, o estado não faz manutenção. O NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) não dispõe de peças ou técnicos para manutenção ou orçamento para esse fim, fica a critério da direção da escola e do professor manter a sala informatizada funcionando.
Com a aprovação do NTE e direção da escola conectei corretamente os monitores teclados e mouses, abri cada gabinete e limpei a placa mãe, tive que lavar com querosene para tirar o pó e amenizar a oxidação dos componentes. Computadores limpos e funcionando, instalei o sistema operacional, no pregão 83/2008 usa o Linux Educacional 3.0, com o NTE consegui um cd de restauração, uma semana e todos os 18 computadores estavam funcionando, mas faltava a internet e a impressora em rede.
 Demorou alguns dias para comprar o chip e recarregar o Toner, a impressora funcionou, meu conhecimento técnico ajudou muito na parte da configuração da rede e todas as 18 estações de trabalhos tinham internet, até esse momento meu trabalho era de técnico em informática, dando manutenção, comprei fios, tomadas, pregos, parafusos e cabos, gastei em torno de R$200,00 para deixar o laboratório 100% utilizável. A função do professor de laboratório não é consertar ou ajudar a direção no trabalho burocrático, mas quando a sala informatizada esta desativada, o professor orientador vira um auxiliar da secretaria, motivo a mais para por a sala em funcionamento.
Passado uma semana, apenas alunos visitavam a sala informatizada, os professores da escola não utilizavam a sala de tecnologias, o aparelho mais solicitado era o projetor de multimídia, os professores utilizavam em aulas com apresentação eletrônicas ou em filmes para os alunos, eu registrava no SAGETEC os dados de cada utilização. Aos poucos fui me aproximando das crianças e adolescentes, eles tinham interesse em usar a sala informatizada, eu os orientava a trazer os professores para usar as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) em suas aulas.
Minha primeira aula com professores e alunos foi com a disciplina de artes, a professora de artes passou a marcar aulas na sala informatizadas para jogos de pintar, ver imagens, obras e fotos de artistas, além de pesquisa para trabalhos. A professora da 1ª série também começou a usar a sala para jogos pedagógicos voltados a alfabetização ex. (Escola Games, Smart Kids). Logo outros professores de outras disciplinas iniciaram o uso da sala informatizada em suas aulas, basicamente para pesquisa na internet.
Vou relatar também, minhas discussões com alguns professores, faltava-me a postura de professor, aquele trabalho era temporário, eu pensava no salário e fazia minha função. Alguns professores diziam exercer a profissão por vocação, eu assinalava as greves, atestados, licenças prejudiciais aos alunos.
Essa minha postura foi mudando com o passar do tempo, comecei a entender o quanto é complexo o sistema educacional, e passei a incentivar o uso das tecnologias na escola, o computador e suas ferramentas; Editor de texto, Editor de planilhas, a pesquisa na internet, as vídeo aulas, os desenhos, jogos educativos, as redes sociais. Hoje, sou um professor de tecnologias, tenho o conhecimento para auxiliar a escola e promover a informática educativa principalmente através dos computadores que são maravilhosas máquinas de ensinar.


1.2 PROINFO

O PROINFO, inicialmente denominado de Programa Nacional de Informática na Educação, foi criado pelo Ministério da Educação, através da portaria nº 522 em 09/04/1997, com a finalidade de promover o uso da tecnologia como ferramenta de enriquecimento pedagógico no ensino público fundamental e médio. O funcionamento do PROINFO se dá de forma descentralizada, existindo em cada unidade da Federação uma Coordenação Estadual, e os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE), dotados de infraestrutura de informática e comunicação que reúnem educadores e especialistas em tecnologia de hardware e software.
  A partir de 12 de dezembro de 2007, mediante a criação do decreto n° 6.300, o PROINFO passou a ser Programa Nacional de Tecnologia Educacional, tendo como principal objetivo promover o uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação nas redes públicas de educação básica. O PROINFO integrado é composto por ambientes computacionais, com equipe interdisciplinar de Professores Multiplicadores, para dar formação contínua aos professores e assessorar as escolas da rede pública (Estado e Município), no uso pedagógico, bem como na área técnica (hardware e software). Através dos NTE (Núcleos de Tecnologia Educacional) e das Salas Informatizadas, possui por meta utilizar os recursos das novas tecnologias na educação.
Para Sancho (2006, p. 21), o computador não somente parece ser “capaz de realizar ações humanas (calcular, tomar decisões, ensinar), mas toda a atividade mediada por ele pressupõe o desenvolvimento de capacidades cognitivas e metacognitivas (resolução de problemas, planejamento, organização de tarefas, etc.)”.


1.3 A FORMAÇÃO DOCENTE

  Atualmente tem várias maneiras de ser um professor de informática habilitado, a mais comum é através de complementação Pedagógica em Informática para pessoas que já tem graduação em informática (Redes de Computadores, Sistema de Informação, Ciência da Computação), tem também para quem é formado em pedagogia o curso tem duração de um ano e a pessoa recebe a diploma o de Licenciatura Plena em Informática.
Os cursos de graduação Licenciatura em Computação/Informática visam formar profissionais capazes de conduzir processos de ensino/aprendizagem nas escolas para o ensino fundamental (5ª a 8ª séries), médio, ensino profissional e apoiar as atividades de laboratório nas escolas, centro de formação profissionalizante, tele-centros e empresas públicas ou privadas; supervisionando, coordenando, orientando e planejando cursos na área de ensino da computação seja presencial ou à distância, sendo também possível atuar na área de pesquisa. O professor de classe tem conhecimento mais pedagógico, e o professor de informática, possui o seu conhecimento mais técnico. Os professores de informática utilizam, em geral, mais a instrução, pois os alunos, instruídos e motivados pelo interesse no computador desenvolvem as atividades propostas.
  Roseli de Sá, em sua tese de Doutorado (2005), demonstra que a formação pode ser entendida em diferentes sentidos; quanto à percepção homogeneizadora, ela explica que os processos formativos não mais significam apenas o traçado prévio das trajetórias dos sujeitos ou o aperfeiçoamento de faculdades e de talentos, restringindo-se a resultados. Para a pesquisadora, a formação atualmente é também concebida como percurso é pautada na ideia de teia, cujos teceres das relações, possibilidades, erros, experiências e atualizações são o próprio processo formativo. É indispensável à existência dos profissionais licenciados em Computação para o processo de ensino/aprendizagem da informática, que ajudem não só os alunos da escola básica, mas setores que estejam ligados à área de educação a utilizar as ferramentas tecnológicas, apesar de também poderem trabalhar em outros ambientes.
  CEEInf (apud SANTOS, MEDEIROS et al., 2009, p.26) apontam que: no contexto de uma formação superior no campo da Informática e de seus processos de geração e automação do conhecimento, há que se considerar a importância de currículos que possam, efetivamente,  preparar pessoas críticas, ativas e cada vez mais conscientes dos seus papéis sociais e da sua contribuição no avanço científico e tecnológico do país. O conteúdo social, humanitário e ético dessa formação deverá orientar os currículos no sentido de garantir a expansão das capacidades humanas em íntima relação com as aprendizagens técnico-científicas no campo da Computação e da Informática.
Trata-se, pois, de uma formação em que os indivíduos estarão, também, sendo capacitados a lidar com as dimensões humanas e éticas dos conhecimentos e das relações sociais. Condição essa inseparável quando uma das finalidades fundamentais da Universidade e do ensino superior é preparar as futuras gerações de modo crítico e propositivo, visando a melhoria da vida social, cultural e planetária.
  Tardif e Lessard (2005) mencionam que os professores utilizam a divisão de tarefas pedagógicas em seu ambiente de colaboração. É o que acontece na realidade das salas informatizadas. Por exemplo, o professor de classe assume como tarefa principal o ensino de seus conteúdos, enquanto seu colega, o professor de informática, ensina as questões relacionadas ao instrumento computador. Tardif e Lessard (2005, p. 186) chamam a atenção que, mesmo nesse tipo de colaboração, o ensino continua sendo individual, porque dificilmente é uma “co-prestação de ensino diante dos alunos”. Os conhecimentos são divididos antes e depois do ensino, mas cada um é o professor especialista, o de informática e o da classe. Para o autor, “no fundo, o que é partilhado é a tarefa do ensino, mas não a atividade em si mesma: cada um assume isoladamente uma parte da carga de trabalho do outro nas matérias que é mais competente” (TARDIF; LESSARD, 2005, p. 186).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

È fato que as Tecnologias da Informação e Comunicação e nesse caso cito a televisão, o computador, os telefones celulares inteligentes e a internet podem tornar-se ferramenta aliadas a educação e voltadas para a formação de cidadãos conscientes, ativos, criativos e críticos, é fundamental que nossos professores esqueçam a cópia, a repetição e a passividade, estimulem o desenvolvimento, a criatividade, a reflexão, a crítica, eles devem incentivar a participação e colaboração ativa por parte dos alunos. A escola possui a sala informatizada e os computadores possuem acesso à internet, mas ainda precisa de professores que dominem a tecnologia, entendam de hardware e de software e usem esses recursos para ensinar.
Muitas escolas não possuem no seu PPP nenhuma referência a informática, alguns professores tem pouco interesse em ministrar aulas usando tecnologias, muitos professores de informática não entendem de computadores, assim a sala acaba ficando sem uso.
Hoje eu tenho a experiência para manter os computadores funcionando, assim os professores podem utilizar o laboratório de informática sem receio que os alunos estraguem os computadores, sou técnico e professor, ensino aos professores e aos alunos, Estou cursando Licenciatura em Informática, a cada dia, através dos conteúdos estudados, fico mais eficiente.
Antes eu seguia exemplos e procurava imitar os professores, agora tenho autonomia, sei ensinar e incentivar, meu relacionamento com os professores e alunos melhorou, com meus conhecimentos auxilio os professores, são eles que planejam as aulas, que possuem alunos e o domínio sobre os conteúdos,  devem também dominar as ferramentas tecnológicas, essa é a minha principal função, ensinar aos professores uma forma diferente de expor seu conteúdos aos alunos, deixando um pouco de lado as aulas tradicionais, Noto que a cada mês conquisto mais professores para usar a sala de vídeo ou os computadores, é o começo, estou sempre incentivando os professores a ensinar com as tecnologias.



REFERÊNCIAS


TAFNER, Elisabeth Penzlien; SILVA, Everaldo. Metodologia do Trabalho Acadêmico. Indaial: UNIASSELVI, 2011.

HERNÁNDEZ, Fernando. Por que dizemos que somos a favor da educação se optamos por um caminho que deseduca e exclui? In: SANCHO, Juana Maria et al. Tecnologias para transformar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.

BRITO Gláucia da Silva; PURIFICAÇÃO, Ivonélia da. Educação e novas tecnologias: um repensar. Curitiba: IBPEX, 2006.


SETTE, Sonia Schechtman; AGUIAR, Márcia Angela; SETTE, José Sérgio Antunes. Formação de professores em informática na educação: um caminho para mudanças. Coleção Informática para a Mudança na Educação. Brasília: MEC/SED-USP, 1999.

Nenhum comentário:

Postar um comentário